AR discute em 23 de outubro procriação medicamente assistida “post mortem”
14 de out. de 2020, 15:38
— Lusa/AO Online
A iniciativa legislativa de cidadãos foi dinamizada em fevereiro por uma mulher que pretende engravidar do marido que morreu.Na
altura, o vice-presidente da bancada socialista Pedro Delgado Alves
afirmou que a sua bancada ponderava a apresentação de um projeto para
consagrar a inseminação "post mortem" no âmbito da procriação
medicamente assistida (PMA), que já apresentou por três vezes, a última
das quais em 2016 (chumbada por PSD, CDS-PP e PCP).A
conferência de líderes parlamentares marcou ainda para dia 23 o debate
do relatório anual do Provedor de Justiça relativo a 2019, a Conta Geral
do Estado de 2018 e três propostas de lei que visam transpor diretivas
comunitárias.No dia 22, o parlamento
debaterá - além da resolução que pede um referendo sobre a eutanásia - o
Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2019 e duas propostas
da Assembleia Legislativa da Madeira.Questionada
se o parlamento pondera tomar novas medidas face ao agravamento da
pandemia em Portugal, a porta-voz da conferência de líderes, Maria da
Luz Rosinha, disse apenas que vai ser avaliado como pode ser feito o
acompanhamento das sessões por deputados que estejam em confinamento
obrigatório, como aconteceu recentemente com a líder parlamentar do PS,
Ana Catarina Mandes.O tema será debatido na próxima conferência de líderes, marcada para 29 de outubro.Na
reunião de hoje, segundo a porta-voz, não foi ainda abordado o processo
de revisão constitucional aberto pela entrega de um diploma do Chega e
que obrigará à constituição de uma comissão parlamentar específica para o
efeito.