AR debate hoje projetos do BE e do Chega para inquérito parlamentar
TAP
1 de fev. de 2023, 08:31
— Lusa/AO Online
De acordo com a agenda parlamentar, o debate terá a duração de quase uma hora. As propostas serão votadas depois na sexta-feira.O
inquérito proposto pelos bloquistas tem aprovação garantida já que o
PS, que dispõe de maioria absoluta no parlamento, anunciou que irá
viabilizá-la, tal como o PSD. Já a proposta do Chega, também no sentido
de o parlamento constituir uma comissão de inquérito sobre a companhia
área, deverá ser 'chumbada' pelo parlamento.A 06 de janeiro, o BE entregou no parlamento o texto que propõe que a
comissão de inquérito “à tutela política da gestão da TAP” incida em
particular entre 2020 e 2022, averiguando a entrada e saída da antiga
governante Alexandra Reis e as responsabilidades da tutela nas decisões
tomadas.Os bloquistas pretendem que seja
averiguado pelo parlamento o “processo de cooptação, nomeação ou
contratação de Alexandra Reis para a administração” da companhia aérea,
bem como “dos restantes administradores e os termos da aplicação do
respetivo enquadramento jurídico”.O
partido quer ver ainda esclarecido “o processo e a natureza da nomeação
de Alexandra Reis para o Conselho de Administração da NAV e a eventual
conexão com o processo de saída do Conselho de Administração da TAP”.Do
objeto do inquérito parlamentar defendido pelo BE faz ainda parte o
processo de desvinculação de membros dos órgãos sociais da TAP e “a
prática quanto a pagamentos indemnizatórios”, bem como “as remunerações
pagas aos membros dos órgãos sociais”, nas suas várias componentes.“A
qualidade da informação prestada ao acionista e o envolvimento dos
decisores públicos na tomada de decisão na TAP, SGPS e na TAP, S.A.”,
faz também parte do objeto da comissão, assim como as decisões de gestão
da companhia aérea “que possam ter lesado os interesses da companhia e,
logo, o interesse público”.O BE quer que o
parlamento apure ainda “as responsabilidades da tutela, quer do
Ministério das Finanças quer do Ministério das Infraestruturas, nas
decisões tomadas na TAP, SGPS e na TAP, S.A”.Já
a proposta do Chega visa "fiscalizar a gestão da TAP e a utilização dos
fundos públicos que lhe foram atribuídos, nomeadamente o pagamento de
bónus e indemnizações aos titulares de cargos de gestão e administração
da empresa".O partido quer que o
parlamento esclareça também, "de forma cabal, os contornos que
conduziram a TAP, uma empresa em dificuldades financeiras e alvo de um
processo de reestruturação, financiada e controlada pelo Estado
português, a pagar uma indemnização de 500 mil euros; as circunstâncias
do pagamento da referida indemnização" e "se houve ou não conhecimento
ou intervenção por parte dos ministérios com tutela neste âmbito".