AR aprova na especialidade fim do regime excecional de libertação de reclusos
Covid-19
16 de nov. de 2021, 18:41
— Lusa/AO Online
O diploma do CDS-PP
foi aprovado na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos,
Liberdades e Garantias com os votos favoráveis do PS, PSD, CDS-PP,
abstenção do Bloco de Esquerda e votos contra das deputadas socialistas
Cláudia Santos e Isabel Rodrigues. Segundo
o diploma do CDS-PP, a lei que estabelecia o regime excecional,
aprovada pela Assembleia da República em abril de 2020, foi “fundamental
para deter a propagação” da covid-19 “num meio em que o distanciamento
físico é impossível”. No entanto, o
partido ressalva que, inicialmente, previa-se que a lei “cessaria a sua
vigência na data a fixar em lei que declare o final do regime excecional
nela consagrado”. “Parece que deixou de
haver fundamento para que o referido regime excecional continue em
vigor, não sendo intenção do CDS-PP permitir que o Governo utilize este
regime excecional como forma de controlo do excesso de população
prisional”, lê-se no texto. O projeto de
lei do CDS-PP pede assim revogação desta lei e frisa que a vigência do
regime excecional cessa na data da entrada em vigor do diploma, mas “sem
prejuízo da tramitação dos processos em apreciação nessa data”.O
diploma do CDS já tinha sido aprovado na generalidade na sexta-feira
passada com os votos favoráveis do proponente e das bancadas do PS, PSD,
PCP, Verdes, Chega, IL e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues,
com a abstenção do BE e PAN e de dois deputados socialistas (Filipe Neto
Brandão e Fernando Anastácio) e o voto contra de oito parlamentares do
PS (Cláudia Santos, Isabel Rodrigues, Bruno Aragão, Isabel Moreira,
Sónia Fertuzinhos, Bacelar de Vasconcelos, José Magalhães e Isabel
Oneto).Falta agora que o texto seja submetido à votação final global em plenário. O
regime excecional de flexibilização da execução de penas e indultos a
presos devido à covid-19 foi aprovado em 08 de abril de 2020 na
Assembleia da República com votos contra de PSD, CDS-PP, Iniciativa
Liberal e Chega, com o PAN a abster-se.