Aprovado subsídio de insularidade para funcionários da Administração Central na Madeira
11 de mar. de 2021, 13:31
— Lusa/AO Online
O
PCP quer que os funcionários judiciais e os elementos dos serviços e
das forças de segurança da Administração Central em funções nas regiões
autónomas tenham um subsídio de insularidade entre 140 e 200 euros
anuais, consoante as remunerações que recebam, colocando-os em pé de
igualdade com os seus congéneres da Administração Regional e da
Administração Local."O objetivo é fazer
justiça aos trabalhadores da Administração Central que desempenham
funções na Região Autónoma Madeira", explicou o deputado único do PCP e
proponente da proposta, Ricardo Lume.A
deputada do PS Elisa Seixas classificou a proposta de "obviamente justa
porque estes trabalhadores estão também sujeitos aos constrangimentos de
insularidade". Para a deputada do PSD
Sónia Silva, a proposta comunista "expõe uma situação de injustiça de
há muito tempo", tendo-a considerado "globalmente favorável" porque
estes trabalhadores "também devem ser compensados".O
presidente do grupo parlamentar do JPP, Élvio Sousa, também apoiou a
iniciativa do PCP, chamando a atenção que "há que cumprir o princípio da
igualdade".Lopes da Fonseca, responsável pelo grupo parlamentar do CDS, considerou igualmente ser "uma proposta que faz todo o sentido".O
subsídio de insularidade, da responsabilidade do Orçamento do Estado, é
dirigido aos funcionários judiciais, aos elementos das forças de
segurança (Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana,
Polícia Marítima e Corpo de Guarda Prisional) e dos serviços de
segurança (Polícia Judiciária e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) em
exercício de funções nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.A
proposta de lei do PCP pretende "garantir que sejam compensados, de
forma material pelo Estado, os funcionários judiciais, os elementos dos
serviços de segurança e das forças de segurança nas regiões autónomas
por aqueles que são os custos estruturais e permanentes provocados pela
insularidade distante".No "Período Antes
da Ordem do Dia (PAOD)", a deputada do PSD Rubina Leal destacou as
medidas do Governo Regional de contenção da covid-19 no arquipélago,
tendo revelado que cerca de 30 mil pessoas já foram vacinadas na região
num plano que classificou de "transparente, rigoroso e consistente".A
deputada do CDS Ana Cristina Monteiro lembrou também que o Governo
Regional "já injetou 190 milhões de euros" de apoio ao tecido económico
regional, no âmbito das medidas contra a pandemia.A
Assembleia discutiu ainda um voto de protesto do PS, que foi defendido
pela deputada Elisa Seixas e rejeitado pela maioria PSD/CDS, parceiros
de coligação no Governo Regional, contra "a realização de almoços de
cariz partidário na residência oficial do Governo Regional com o intuito
de estabelecer a estratégia para as próximas eleições autárquicas",
facto que, para os socialistas "constitui uma clara afronta ao Estado de
Direito". O líder parlamentar do PSD,
Jaime Filipe Ramos, ripostou, denunciando que, por ocasião das eleições
legislativas regionais de 2019, o atual presidente do PS-Madeira "usou" o
gabinete na Câmara Municipal do Funchal para receber representantes de
Ordens Profissionais com vista à constituição da sua lista de deputados.Por
unanimidade, foi aprovado o projeto de resolução apresentado pelo PSD
"para que todas e quaisquer medidas, programas e apoios lançados pelo
Governo português no âmbito da crise pandémica da covid-19 não
discriminem ou excluam, do seu âmbito de aplicação, as regiões
autónomas".Também foi aprovado por
unanimidade o projeto de resolução do JPP que recomenda ao Governo da
República "a redução do IVA da restauração para a taxa reduzida" e do
PCP para a "criação de um programa extraordinário de apoios à
recuperação e reconstrução das zonas afetadas pelas intempéries de 24 e
25 de dezembro de 2020".