Aprovadas audições no parlamento regional sobre hospital de Ponta Delgada
26 de jul. de 2021, 19:00
— Lusa/AO Online
Na
quarta-feira, o BE anunciou, em conferência de imprensa, que ia
requerer, no parlamento regional, audições da presidente do conselho de
administração do Hospital de Ponta Delgada e do secretário regional da
Saúde para esclarecer “todos os graves problemas” na maior unidade de
saúde dos Açores.Hoje,
em comunicado de imprensa enviado às redações, o BE informou que "foram
aprovadas por unanimidade as audições do Conselho de Administração do
Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), do Secretário Regional da
Saúde e Desporto, do Sindicato Independente dos Médicos, da Secção
Regional dos Açores da Ordem dos Médicos e da Secção Regional dos Açores
da Ordem dos Enfermeiros"."Foi
ainda aprovada, mas com a abstenção do CDS, a audição do ex-diretor de
Informática do hospital, que foi despedido sem que tenham ainda sido
apuradas responsabilidades relativamente ao alegado ataque informático
de que o hospital terá sido alvo", adianta ainda o comunicado do Bloco.Segundo
o partido, "o agendamento das audições será agora decidido pela mesa da
Comissão de Assuntos Sociais", presidida pelo deputado Joaquim Machado,
do PSD.Na
conferência de imprensa realizada na semana passada, o coordenador
regional do BE nos Açores, António Lima, também deputado do Bloco de
Esquerda, referiu a existência de “um claro clima de litígio permanente
entre o conselho de administração e os seus profissionais, o que coloca
em causa o bom funcionamento desta instituição”.“Queremos
com estas audições, em primeiro lugar, transparência e prestação de
contas”, sustentou na altura António Lima, deputado do BE no parlamento
regional, apontando que, “nos últimos meses”, se sucedem “polémicas,
problemas e queixas graves que envolvem o Hospital do Divino Espírito
Santo (HDES) e o seu novo conselho de administração (CA)”.Além
do alegado ataque informático no Hospital de Ponta Delgada, entre os
assuntos que o Bloco de Esquerda quer ver esclarecidos estão denúncias
de “nomeações feitas pelo conselho de administração que claramente
indiciam favorecimento de familiares de membros do CA", disse o BE na
conferência de imprensa na semana passada.O
BE quer também ver esclarecidas as "denúncias de tentativa de
condicionamento da atividade sindical feitas pelo Sindicato Independente
dos Médicos, a existência de publicações pagas nas redes sociais por
parte da presidente do conselho de administração publicitando páginas do
HDES que, alegadamente, não são páginas oficiais do hospital".O
conselho de administração (CA) do Hospital de Ponta Delgada, na ilha de
São Miguel, já rejeitou alegados favorecimentos de familiares de
membros do conselho de administração no processo de nomeações e
assegurou, recentemente, em comunicado, que desde que tomou posse que
"tem havido total transparência na sua atuação"Quanto
aos "pormenores sobre o ataque informático" de que foi alvo a maior
unidade de Saúde dos Açores, o CA referiu que “não podem ser divulgados
enquanto estiverem em investigação”.A 24 de junho, o Governo dos Açores informou ter sido detetada "uma
tentativa de intrusão externa no sistema informático" do Hospital de
Ponta Delgada, pelo que foi acionado um plano de contingência.