Aprovada proposta de lei sobre diretiva da UE relativa à proteção de dados
3 de mar. de 2023, 12:47
— Lusa/AO Online
A votação do
documento – que transpõe as diretivas (UE) 2022/211 e (UE) 2022/228 –
mereceu os votos da maioria parlamentar do PS, do PSD e do Chega.Iniciativa Liberal, BE, PCP, Livre e PAN abstiveram-se. Na
quinta-feira, o Secretário de Estado Adjunto e da Justiça considerou
que a transposição da diretiva da União Europeia (UE) sobre proteção de
dados é essencial para "robustecer" o trabalho das equipas de
investigação conjunta da UE em matéria penal.Jorge
Alves falava no parlamento durante o debate em plenário da proposta do
governo que visa a transposição para o direito interno da diretiva
europeia relativa a matérias de proteção de dados pessoais, impondo
assim a harmonização de todos os atos jurídicos adotados pela UE para
assegurar uma "abordagem coerente e eficaz" no âmbito da proteção de
dados pessoais, o que inclui todos aqueles que sejam obtidos por equipas
de investigação criminal conjuntas.De
acordo com a proposta, os dados pessoais obtidos legitimamente por uma
equipa de investigação conjunta podem ser utilizados para uma finalidade
diferente daquela para a qual foram recolhidos, desde que o responsável
pelo seu tratamento esteja autorizado a tratá-los para essa finalidade,
nos termos do direito da União Europeia e dos Estados-Membros, e o
respetivo tratamento seja "necessário e proporcionado" à sua finalidade.A
proposta mereceu reparos e críticas pontuais por parte dos deputados
Pedro Filipe Soares (BE), Alma Rivera (PCP), Rui Paulo Sousa (Chega),
Patrícia Gilvaz (IL), Paula Cardoso (PSD) e Rui Tavares (Livre), mas
todos eles manifestaram a disponibilidade das suas bancadas
parlamentares para aperfeiçoar, corrigir e melhorar alguns aspetos da
proposta, tendo alguns dos deputados evidenciado dúvidas sobre a
possibilidade de o diploma vir a ser aprovado até 14 de março, dentro do
prazo dado pela UE ao governo português para o efeito.