Aprovada nos Açores recomendação sobre regresso da TAP ao Faial e Pico
5 de jul. de 2019, 18:01
— Lusa/AO online
O
texto, debatido e votado hoje à tarde no hemiciclo regional, foi
viabilizado por unanimidade pelos partidos representados na Assembleia
Legislativa dos Açores: PS, PSD, BE, PCP, PPM e o proponente, CDS-PP.A
secretária regional do executivo com a pasta dos Transportes, Ana
Cunha, disse no debate acatar "com agrado a proposta do CDS", mas fez a
"observação" que tentar atrair mais companhias para operarem diretamente
do Faial e Pico para o continente é um trabalho "que está em curso e
que não se pode cingir à companhia aérea TAP"."Há
um trabalho de promoção turística do destino, não existem cartas de
intimação, não pode haver, não teria um efeito bom. Há presença em
feiras, contatos pessoais, reuniões nas mais diversas ocasiões. Este é
um trabalho que está em curso, que continua", destacou a governante.O
texto dos centristas açorianos nota que "atendendo aos evidentes sinais
de que os transportes e as acessibilidades continuam a ser
manifestamente incapazes de responder às necessidades dos faialenses e
picoenses desde que a TAP deixou de voar para aquelas ilhas", é
necessária esta ação do executivo regional.No
texto, o partido, liderado por Artur Lima nos Açores, recomenda ao
Governo Regional "que promova as diligências necessárias, junto do
Governo da República, no sentido de operacionalizar o regresso da TAP à
efetivação da ligação aérea entre a ilha do Faial e Lisboa, bem como
entre a ilha do Pico e Lisboa".As
referidas ligações, sustenta o líder dos centristas açorianos,
"revestem-se de particular importância para a mobilidade das populações e
de quem tem aquelas ilhas como destino, e por isso é preciso acabar com
a incerteza e a imprevisibilidade quanto à capacidade de resposta da
oferta disponível". Apesar de o texto
estar ligado à TAP e à operação para algumas ilhas açorianas, vários
partidos abordaram também a gestão da SATA, no dia seguinte a se saber
que nos primeiros três meses do ano a transportadora açoriana teve
prejuízos de perto de 21 milhões de euros.