A frase que inspira o tema foi idealizada por Tomé Ribeiro Gomes e o cartaz é da autoria de Rúben Quadros Ramo.Ao longo de dez dias, a cidade de Angra do Heroísmo, irá acolher uma programação diversificada que inclui concertos em vários palcos, desfiles temáticos, contará com uma oferta gastronómica variada nas tradicionais tascas, bem como exposições e iniciativas desportivas. O ponto das Sanjoaninas são as marchas populares, a par das manifestações tauromáquicas, à corda e na praça.Guido Teles, vice-presidente da autarquia de Angra do Heroísmo e responsável pela organização das Sanjoaninas, afirmou, citado em nota de imprensa, que as Sanjoaninas são um “excelente postal da nossa identidade e representam também um importante contributo para o desenvolvimento económico do concelho. Mais do que uma expressão popular, são um símbolo cultural da nossa identidade açoriana”.As Sanjoaninas deste ano associam-se às comemorações dos 50 anos da Autonomia. A nota de imprensa recorda que foi o 25 de Abril que abriu espaço às “reivindicações históricas dos açorianos. A Autonomia permitiu consolidar as instituições, investir em infraestruturas e fortalecer os serviços públicos. Travou o ciclo da emigração forçada e criou a possibilidade real de viver com dignidade no arquipélago”. Mas a Autonomia “não pode ser dada como garantida, exige vigilância e responsabilidade permanentes, sobretudo quanto aos riscos da centralização excessiva e das descentralizações levianas”.Foi a partir desta reflexão que foi construído o cartaz das festas deste ano. No centro da composição surge uma figura feminina que personifica a Autonomia, num momento simbólico onde se encontram o passado, presente e futuro.