28 de abr. de 2025, 17:52
— Francisco Pinto/Lusa/AO Online
Aos poucos, a partir de então,
os postos de abastecimento de combustível começaram a reabrir, com
vários carros de matrícula portuguesa a abastecer.“Aqui
em Alcanices o restabelecimento da energia elétrica aconteceu cerca de
15h30. Retomámos as nossas tarefas e os clientes, tanto portugueses como
espanhóis, começaram a meter combustível de forma normal, mas sem
açambarcar”, disse à agência Lusa um dos funcionários do posto de
abastecimento da CEPSA na localidade de Alcanices, na província
espanhola de Zamora.O profissional relatou que o maior problema continuava a ser a falta de comunicações móveis.Ao
longo da viagem que liga esta localidade a terras portuguesas foi
também possível constatar uma situação idêntica em Moveros (Espanha).À
entrada de Portugal, junto a Constantim, no concelho de Miranda do
Douro (distrito de Bragança), o dia era de faina agrícolas, mas a falta
de energia ainda não preocupava os moradores, que pacatamente cumpriam a
rotina.Mais à frente, na aldeia de
Genisio, na estrada que liga Vimioso a Miranda do Douro, em plena zona
raiana, a falta de energia elétrica era o tema de conversa de um grupo
de cidadãos preocupados, entre outros, com o problema da conservação dos
alimentos.Etelvina Antão disse que a situação não era nada boa, por não se saber a duração do problema.“As
pessoas começam a queixar-se de que os alimentos que têm armazenados
nas arcas congeladores e frigoríficos vão apodrecer, se a situação
demorar muito tempo a ser resolvida. Como ouvi dizer que é um problema a
nível europeu, estamos muito mal”, vincou.Irene
Domingues contou que no início achava que fosse uma situação normal:
“Logo de seguida fiquei preocupada, percebi que isto estava a acontecer
em vários países. Pediram-me calma e não açambarquei nenhum bem, porque
tenho o suficiente para aguentar vários dias.”Já
na cidade de Miranda do Douro, as superfícies comerciais estavam
encerradas, bem como os postos de abastecimento de combustíveis e outros
serviços, públicos e privados. O mesmo acontecia em Mogadouro e
Vimioso.