APPAA diz que transportes públicos terrestres não servem a população

8 de mai. de 2023, 05:57 — Paulo Faustino

A Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores (APPAA) entende que o serviço de transportes públicos terrestres na Região não serve a população residente e visitante, que tem de recorrer ao transporte privado, propondo uma “reforma adaptada às necessidades e às possibilidades do nosso tempo”.“É necessário criar um sistema que tenha maior frequência na oferta de transportes, maior variedade de acessos e maior flexibilidade de horários. Essa questão também se prende com as alterações climáticas e o consumo de combustíveis fósseis. A utilização de autocarros elétricos nos principais centros urbanos, com articulação com os restantes transportes, evitaria a utilização sistemática do transporte individual”, alerta o vice-presidente da APPAA em declarações a este jornal. Ainda relacionada com as alterações climáticas, a associação de defesa do ambiente, pela voz de Luís Noronha, considera que é preciso produzir mais energia de fontes renováveis para favorecer a redução do recurso a combustíveis fósseis. E chama a atenção que o armazenamento da energia produzida em horas de menor consumo, com o recurso a baterias, será uma forma de poder aumentar as fontes de produção renováveis.Por outro lado, evidencia que a educação ambiental não pode cingir-se às crianças e jovens, ainda que a mesma se possa “refletir nas famílias”.“É importante a educação do consumidor, encaminhando-nos para o consumo de produtos locais, incentivando a poupança, quer de energia, quer da aquisição de bens supérfluos, grande parte importados, com grande ‘pegada ambiental’”, salienta. Para fazer notar que os Açores podem importar bens a granel, como forma de evitar as grandes quantidades de embalagens e, por conseguinte, dos resíduos por esta via produzidos. Luís Noronha sublinha que “a recolha de resíduos que podem ser reutilizados ou reciclados, depende não apenas da eficiência da cadeia de recolha, mas sobretudo da colaboração de todos os cidadãos”.A APPAA deixa ainda claro que “muito do que é deixado ao abandono vai para o mar”, uma questão tão mais sensível quando a área marinha é “a maior da nossa Região”. Daí o seu apelo “para que haja atenção e cuidado crescentes” com a poluição que compromete “a qualidade da água e a sobrevivência das espécies que têm o seu habitat no mar”. Como realça Luís Noronha, “todos os esforços para manter um ambiente preservado, serão necessários para garantir o bem-estar de todos nós”.