Aposta em combustíveis sintéticos, HVO e biocombustíveis

Hoje 10:57 — Rui Jorge Cabral

Conforme explica a EDA em informação enviada ao Açoriano Oriental, “estes combustíveis distinguem-se por poderem ser utilizados nas centrais atuais com adaptações limitadas, o que facilita uma transição gradual”.A utilização destes combustíveis alternativos de baixo carbono permitirá à elétrica açoriana reduzir emissões de dióxido de carbono sem necessidade imediata de substituição de equipamentos, ao mesmo tempo que permite “garantir a continuidade operacional das centrais existentes”.E permite também uma transição progressiva para soluções totalmente descarbonizadas, embora a EDA reconheça ser um “aspeto crítico” o facto de ainda haver a necessidade de desenvolver cadeias logísticas adequadas para a produção ou fornecimento regular destes novos combustíveis.E como estas cadeias logísticas têm a sua origem fora dos Açores, vai ser necessário assegurar um transporte marítimo especializado, bem como criar infraestruturas de armazenamento e abastecimento nas várias ilhas. Por isso, admite a EDA, “a introdução destes combustíveis exige não só validação técnica, mas também a maturação das cadeias de valor e dos canais logísticos associados”.