Apoio a Doentes Deslocados dos Açores em Lisboa com crescente procura
Hoje 15:50
— Lusa/AO Online
Segundo
uma nota divulgada pelo Governo Regional, entre 01 de
janeiro e 31 de março de 2026, o SADD acompanhou 253 processos, dos
quais 87% resultaram de novos encaminhamentos efetuados pelos hospitais
da região, evidenciando “a crescente procura e a relevância deste
serviço como resposta de primeira linha no apoio aos doentes
deslocados”.Ainda de acordo com dados do
relatório do primeiro trimestre de 2026 do SADD, os processos originaram
463 estadas (224 do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta
Delgada, 194 do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e 45 do
Hospital da Horta) com uma média de 1,83 deslocações por utente,
refletindo a necessidade de acompanhamento continuado.O
período ficou ainda marcado pelo reforço do Alojamento Protocolado, que
passou a disponibilizar oito quartos distribuídos por três
apartamentos, acrescidos de uma unidade adaptada para doentes com
mobilidade reduzida e que inclui cama articulada, cadeira amovível para
banho e rampa de acesso.Ainda segundo o
Governo Regional, no 1º trimestre de 2026, a resposta de Alojamento
Protocolado registou um crescimento médio de ocupação de cerca de 34%
face a 2025.Na nota é igualmente referido
que o apartamento com quarto adaptado destina-se prioritariamente a
utentes com limitações funcionais significativas, nomeadamente ao nível
da mobilidade e autonomia, bem como a situações clínicas que exijam
condições específicas de acessibilidade e segurança.A
atribuição é feita com base em critérios clínicos, funcionais e sociais
devidamente avaliados, acrescenta o Governo Regional, indicando que o
apartamento adaptado registou uma taxa média de ocupação de 65,33% nos
primeiros dois meses de funcionamento, "evidenciando elevada procura".Citada
na nota, a secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, salienta que
“estes dados demonstram o compromisso do Governo dos Açores em garantir
uma resposta integrada, humanizada e eficaz aos doentes deslocados,
assegurando não apenas o acesso aos cuidados de saúde, mas também o
apoio social, emocional e logístico necessário durante todo o processo”.A
secretária regional destaca ainda o trabalho da direção regional da
Saúde e da equipa do SADD, sublinhando o seu papel essencial para
"assegurar a continuidade dos cuidados de saúde fora da região,
promovendo o bem-estar dos doentes e das suas famílias".