Apoio a custos operacionais das empresas entre novas medidas para turismo açoriano
27 de ago. de 2020, 16:09
— Lusa/AO Online
As medidas, anunciadas pelo presidente do
Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, têm como "objetivos
principais" a "proteção do emprego e a proteção dos trabalhadores, mas
também a defesa das empresas, que, no momento presente, enfrentam
desafios acrescidos, fruto de circunstâncias que nem as próprias
empresas, nem as entidades públicas conseguem controlar".Um
dos apoios anunciados passa pela criação de um programa para apoiar os
custos operacionais das empresas do setor turístico, que se traduz num
apoio não reembolsável de 75% sobre o valor das despesas elegíveis,
referentes, por exemplo, a água e energia, rendas e alugueres,
comunicações, seguros, vigilância e segurança.“O
valor máximo por empresa é de 100 mil euros e, no caso de um grupo de
empresas, o valor máximo é fixado em meio milhão de euros”, anunciou
Vasco Cordeiro, acrescentando que estão previstos 10 milhões de euros
para financiar este programa.Serão comparticipadas as despesas referentes ao período entre 01 julho de 2020 e 31 de março de 2021.Uma
segunda medida destina-se às empresas que optaram pela retoma
progressiva da sua atividade e que estão numa situação de 'lay-off'
normal: passam a dispor de um mecanismo de apoio que corresponde a um
salário mínimo por cada trabalhador que for para formação.A
terceira medida visa apoiar as empresas que retomaram a sua atividade e
os respetivos trabalhadores no "reforço das suas qualificações",
referiu Vasco Cordeiro, ao adiantar que, na prática, isso se traduz num
montante de apoio de 40% do salário mínimo, sendo que 25% se destina à
empresa e os restantes 15% ao trabalhador.Vasco Cordeiro esteve reunido com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e a Comissão Especializada de Turismo.Para
Mário Fortuna, representante dos empresários micaelenses, "este verão
vai ser um profundo inverno económico" para o setor do turismo, visto
não haver ainda "retoma digna de registo". Nesse
sentido, a câmara do comércio pede ao executivo "mais apoios a fundo
perdido", de modo a "evitar que as empresas fiquem mais encharcadas em
endividamento", a redução dos custos de contexto e também um
"compromisso" para "melhorar a comunicação" de promoção do destino
Açores.