Apesar de alguma insegurança, professores sublinham benefícios da vacinação
Covid-19
8 de abr. de 2021, 13:22
— Lusa/AO Online
A
farmacêutica britânica tem estado envolta em polémica devido ao
surgimento de coágulos sanguíneos em vacinados com a sua vacina contra a
covid-19, levando alguns países europeus a suspender temporariamente o
seu uso em meados de março, incluindo Portugal.Nos
últimos dias, e novamente em vésperas de milhares de professores e não
docentes receberem esta vacina, o tema voltou a marcar o debate público e
hoje a Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que existe uma
"possível relação" entre aquela vacina e a formação de "casos muito
raros" de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco.“A
polémica é pública e os professores não são imunes à polémica”, disse à
Lusa Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes
Escolares, relatando que ainda hoje se falava sobre isso na sala de
professores da sua escola.Por isso, Manuel
Pereira disse que muitos docentes preferiam não tomar a vacina da
AstraZeneca, mas esse não será motivo suficiente para deixarem de ser
vacinados já nos dias 10 e 11 de abril, preferindo focar-se nos
benefícios.Também Filinto Lima, da
Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas
(ANDAEP), tem uma perceção semelhante e admite que o recente
ressurgimento da polémica não motivou uma reação tão negativa quanto
antecipava.Recordando quando, em meados de
março, a administração da vacina da AstraZeneca foi temporariamente
suspensa em Portugal, o presidente da ANDAEP acredita que “se a
vacinação de todos [profissionais do ensino] fosse há três ou quatro
semanas, poucos iriam”.“Agora, não posso
dizer o mesmo”, acrescentou, explicando que desta vez os professores não
se retraíram, continuando a manifestar vontade em receber a vacina
contra a covid-19.