APAV apoiou 88 novos utentes em 2023 devido a homicídios tentados ou consumados
3 de set. de 2024, 11:39
— Lusa/AO Online
Num
comunicado com dados estatísticos, a associação refere que no caso dos
homicídios tentados foram apoiadas 29 pessoas, cujos processos tiveram
na base 24 crimes, enquanto os consumados foram 59 os apoiados devido a
um total de 34 crimes. Vinte e sete dos
apoiados residiam no distrito de Lisboa, 21 no do Porto, nove em Faro e
cinco em Setúbal. Santarém, Leiria e Coimbra eram o distrito de
residência de quatro utentes cada um, a Madeira de três, Viseu de dois,
enquanto Portalegre, Castelo Branco, Aveiro, Braga e Viana do Castelo
contaram com um cada.Dos utentes apoiados,
51 eram mulheres (42 devido a homicídios e nove a tentativas) e 36
homens (19 na sequência de tentativas e 17 a homicídios), não tendo a
associação “informação relativa ao sexo de uma vítima”.No caso dos homicídios tentados, 25 dos atendidos eram as vítimas do crime, três eram filhos e um tinha “outra relação”.Relativamente
aos homicídios consumados, 20 dos apoiados eram filhos das vítimas, 10
progenitores, oito irmãos e oito outros familiares. Entre os utentes
estavam também três cônjuges, três sobrinhos, dois tios e um
companheiro/a, um padrastro/madrasta, um genro/nora, um vizinho/a e um
com “outra relação”.“No âmbito dos
processos de apoio iniciados pela APAV em 2023, pode afirmar-se que
41,4% dos/as autores/as de homicídio tentado e 45,9% dos/as autores/as
de homicídio consumado tinham uma relação de intimidade ou familiar com
as vítimas”, adianta a associação.O apoio
da APAV pode ser feito presencialmente, por telefone, ‘email’ e
‘online’, tendo o apoio especializado a este tipo de vítimas surgido em
2013, através da criação da Rede de Apoio a Familiares e Amigos de
Vítimas de Homicídio e Terrorismo (RAFAVHT). Em
2024, a rede alterou a sua designação para APAV HOPE - apoio a vítimas
de homicídio, de terrorismo e de vitimação em massa, que “combina o
apoio prático, social, psicológico e jurídico”.“Paralelamente,
a atividade do Observatório de Crimes de Homicídio revela, em 2023, a existência de 83 crimes de homicídio em
Portugal (25, incluindo 20 mulheres, em contexto de violência doméstica)
e nove portugueses/as mortos no estrangeiro”.Em
funcionamento desde 2014, o observatório regista as notícias
apresentadas pelos diferentes órgãos de comunicação social nacionais ou
locais.A APAV presta apoio gratuito,
confidencial e especializado a todas as vítimas de crime, em termos
presenciais através de uma rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima,
"presentes em muitas cidades do país".A
Linha de Apoio à Vítima, 116 006, funciona de segunda-feira a
sexta-feira, entre as 08:00 e as 23:00, sendo ainda possível recorrer ao
‘email’ lav@apav.pt.