António Pedroso critica inação do Governo Regional
2 de dez. de 2019, 13:12
— Susete Rodrigues/AO Online
“Durante quatro anos
foram orçamentados milhões para remodelar o Centro de Saúde das
Velas, e nada foi feito", disse, citado em comunicado, para
sublinhar que os jorgenses “continuam à espera das consultas de
especialidade ou de cirurgias e, quando finalmente as tem
confirmadas, veem-se impossibilitados de lá chegar por falta de
lugares no avião”.
“Durante cinco anos, o
governo socialista disse que o centro de processamento de resíduos
seria a solução ideal para o melhor ambiente de São Jorge”, mas
“apesar dos milhões gastos, o resultado é uma lixeira com teto,
repleta de amontoados de lixo em putrefação. Enquanto isso,
proliferam lixeiras ilegais a céu aberto”, acrescentou o deputado.
Quanto ao porto do Topo,
“uma obra prometida há 20 anos e orçamentada há 5 anos, foi
finalmente iniciada. Mas o governo vai gastar mais de 6 milhões e o
porto só terá a profundidade de uma piscina”.
António Pedroso frisa que
a população do Topo “merece um porto que não seja só para
semirrígidos, marítimo-turísticas ou barcos de boca aberta. E
sendo um porto de pescas teria de ter capacidade de receber um
atuneiro”.
Assim, “parece reduzida
a perspetiva de retomar a histórica ligação marítima à Ilha
Terceira, agora com fins turísticos, que fica aniquilada por 2
metros e vinte de cota“, criticou.
Também o porto das Velas,
“que tinha tudo para ser uma excelente infraestrutura, peca por ter
só menos 8 metros de cota”, reforça.
“Depois de 23 anos de
orçamentos e milhões apresentados e pouco executados, vemos a
economia do sector cooperativo dependente de subsídios e de avales
do governo, porque 23 planos e orçamentos não foram capazes de
garantir o pagamento justo do preço do leite ao produtor”, avança
António Pedroso.
O mesmo acontece com a
indústria conserveira, “que está à venda com um passivo de mais
de 14 milhões, com parca sustentabilidade e pouco futuro estável a
mais de uma centena de trabalhadores”.
Finalmente construídas
foram “as duas 'megas' escolas, com graves problemas de construção
na escola da Calheta, mas sem uma política capaz de fixar os jovens
na sua ilha, quando a população de São Jorge decresceu na última
década cerca de 10%”, refere.
No tocante às
acessibilidades, “e apesar de um maior número de frequências, tem
sido quase impossível garantir a mobilidade dos doentes ou de quem
nos visita” lembra também o parlamentar.