António Guterres quer países do mundo a ultrapassar divisões para salvar o planeta
COP25
2 de dez. de 2019, 10:19
— Lusa/AO Online
“Exorto todas as
partes a ultrapassarem as suas atuais divisões e a encontrarem um
entendimento comum sobre” a questão da luta contra as alterações
climáticas, disse António Guterres na sessão de abertura da Cimeira
sobre as alterações Climáticas, conhecida como COP25, que irá decorrer
até 13 de dezembro na capital espanhola.O
secretário-geral das Nações Unidas fez um apelo aos representantes de
mais 170 países presentes, entre eles 50 chefes de estado e de Governo
presentes, como o português, António Costa, “para que aumentem” a sua
“ambição e urgência” na luta contra o problema.O
ex-primeiro-ministro português recordou que o globo está numa
“encruzilhada crucial” e que “milhões em todo o mundo, entre eles muitos
jovens”, estão a pedir para os líderes mundiais “fazerem mais”.“É
imperativo que os Governos aumentem substancialmente a sua ambição”,
repetiu António Guterres durante a sua intervenção, concluindo que, se
não for feito o esforço suficiente, “o impacto em toda a vida no planeta
será catastrófico”.Durante a 25.ª
Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Alterações Climáticas, são esperadas delegações de 196 países,
assim como os mais altos representantes da União Europeia e várias
instituições internacionais, o que pressupõe “a totalidade dos países do
mundo”, de acordo com o Governo espanhol, que organiza a reunião. O
primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, presidiu ao lado de Guterres
à sessão de abertura da cimeira, que tem como lema “É tempo de atuar”.A
cimeira sobre o clima estava inicialmente prevista para se realizar no
Chile, mas no final de outubro o Governo chileno decidiu cancelar o
evento alegando não haver condições devido a um movimento de contestação
interna e de agitação civil.O Governo
espanhol avançou com a proposta de organizar a grande conferência anual
sobre Alterações Climáticas e conseguiu ter tudo pronto para a sua
inauguração, em Madrid, apesar de a presidência da reunião continuar a
pertencer ao Chile.