António Costa reconhece divergência entre Turquia e aliados sobre norte da Síria
NATO
4 de dez. de 2019, 17:24
— Lusa/AO Online
"Há uma
diferença de pontos de vista sobre a mesma realidade", afirmou Costa aos
jornalistas após a cimeira da Aliança Atlântica em Londres,
acrescentando que os líderes dos restantes parceiros da NATO registaram o
ponto de vista da Turquia. Porém,
acrescentou, há uma dimensão "que tem a ver com os valores, e os valores
essenciais desta Aliança que não podem sacrificados". Em
outubro, os Estados Unidos decidiram retirar as suas tropas da Síria
estacionadas na zona fronteiriça com a Turquia, uma decisão que permitiu
uma ofensiva militar turca em coordenação com forças da oposição sírias
contra os curdos aliados pelos países ocidentais na luta contra o grupo
terrorista ‘jihadista' Estado Islâmico (EI).Entretanto,
o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou não aprovar a
expansão dos planos militares da organização para os países bálticos
caso a NATO não definisse as milícias curdas do PKK de "organização
terrorista".Durante a sua a conferência de
imprensa, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu que a
situação no norte da Síria é muito complexa após a reunião na
terça-feira com Erdogan, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a
chanceler alemã, Angela Merkel. "Claramente
reconhecemos as enormes pressões que a Turquia enfrenta, os quatro
milhões de refugiados que está a acolher, e a ameaça terrorista do PKK
deve ser reconhecida. O que estamos a tentar fazer é perceber os planos
da Turquia para aquela parte do norte da Síria", adiantou.Johnson
enfatizou a necessidade de evitar mal-entendidos entre aliados na NATO"
e que foi decidido que vai continuar a existir um diálogo sobre a
situação.