António Costa promove candidatura ao Mundial de 2030 no congresso da UEFA
5 de abr. de 2023, 09:47
— Lusa/AO Online
“Temos
agora a ambição, em conjunto com Espanha, Marrocos e Ucrânia, de
organizar o Mundial 2030, numa candidatura única, conjunta entre as duas
margens do Mar Mediterrâneo, destinada a organizar o primeiro Mundial
de futebol que une, pelo desporto e os seus melhores valores, dois
continentes: Europa e África”, afirmou António Costa.O
presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes,
que discursou após o chefe do Governo, classificou a candidatura ao
Mundial de 2030, como “pioneira”, alargando-a a todas as federações que
integram a UEFA e pedindo “apoio inequívoco”.“Não
há nem melhor dia nem melhor hora para vos dizer que a candidatura não é
só de Portugal, Espanha e Marrocos, é nossa, é de toda a Europa unida e
que conto, humildemente, com o apoio inequívoco de todas as federações
que aqui estão em Lisboa para que o maior evento do Mundo aconteça
também em Portugal e que a isso entregarei toda a minha energia”, disse.No
Centro de Congressos de Lisboa, onde decorre o 47.º Congresso da UEFA,
que reelegerá o esloveno Aleksander Ceferin na presidência da UEFA,
António Costa lembrou o atual contexto de guerra na Europa, e os seus
impactos no desporto e no futebol, destacando o papel que ambos podem
assumir no regresso da paz.“O futebol e o
desporto não são instrumentos de guerra, mas sim veículos de paz e de
diálogo entre os povos. A história da humanidade está carregada de bons
exemplos sobre como através do desporto - neste caso do futebol - se
pode chegar à Paz, à tolerância e à compreensão do mundo”, afirmou.António
Costa considerou “fundamental e insubstituível” o papel da UEFA para a
“vitória da paz”, afirmando: “O impacto dos eventos desportivos, o
número de pessoas que assistem e as emoções que permitem vivenciar,
fazem do desporto uma plataforma com um alcance e potencial único que
não pode deixar de ser utilizado também com este objetivo”.O
primeiro-ministro classificou Portugal como “um parceiro de referência
da UEFA” e reiterou a vontade do país em querer continuar a trabalhar
com a organização de cúpula do futebol europeu, lembrando a organização
da fase final da Liga das Nações, a final a oito da Liga dos Campeões,
em 2020, e a final da ‘Champions’ em 2021, ambas em contexto de
pandemia.“Temos assim todas as condições
para continuar a ser parceiros da UEFA, e também da FIFA, para a
organização de eventos desportivos globais”, disse.Durante
o discurso da abertura, o primeiro-ministro anunciou a candidatura de
Portugal à organização da final da Liga dos Campeões feminina de futebol
em 2025, e aproveitou para enaltecer os feitos da seleção nacional
feminina de futebol, que pela primeira vez se qualificou para uma fase
final do Mundial.O presidente da FPF, que
deixará o cargo de vice-presidente da UEFA, por atingir o limite de
idade, e é candidato único ao Conselho da FIFA, lembrou os desafios como
“a pandemia, o ataque da Superliga ou a guerra da Ucrânia”,
considerando que “a UEFA teve sempre um caminho bem definido e um líder
para o trilhar”. Fernando Gomes garantiu a
total disponibilidade da FPF para trabalhar com a UEFA, e considerou
que “foi através da entrega, da dádiva ou da colaboração incondicional”
que o organismo português acabou “por aprender os caminhos do sucesso
desportivo”.“Em 10 anos sagrámo-nos
campeões europeus e mundiais de futebol de praia, bicampeões europeus e
mundiais de futsal, campeões Europeus de sub-17 e sub-19, duas vezes
finalistas europeus de sub-21, campeões europeus e vencedores da Liga
das Nações. Pela primeira vez na nossa história, estaremos presentes na
fase final de um campeonato do Mundo feminino. Demos para receber de
volta”, disse.