António Costa não antevê necessidade de novo estado de emergência
Covid-19
16 de nov. de 2021, 12:22
— Lusa/AO Online
"Não antecipo, sinceramente, que tenhamos que
adotar medidas que impliquem um estado de emergência", afirmou António
Costa, sublinhado que se tal for necessário "o parlamento, mesmo
dissolvido, mantém medidas de fiscalização da atuação do Governo" que
permitem a tomada novas medidas "à luz da legislação atual".O
primeiro-ministro admitiu "preocupação" pela evolução do número de
infetados pelo novo coronavírus", mas vincou não considerar "previsível
que se tenham que tomar outra vez medidas com a dimensão" que tiveram no
passado, dado a vacinação ter "não só tem diminuído muito a taxa de
incidência" como, sobretudo ter "assegurado também que mesmo as pessoas
que são infetadas o são de forma menos gravosa".Apesar
de “Portugal ter uma taxa de vacinação muito superior à de outros
países”, o primeiro-ministro alertou que não se pode “descansar à sombra
da vacinação”, e que por isso o Governo deve voltar “a convocar os
especialistas, avaliar a situação, ver quais são os riscos efetivos” e,
em função desse risco “adotar as medidas que sejam adequadas, sempre
com aquela regra que é perturbar o mínimo possível a vida das pessoas
mas sem correr o menor risco de agravamento da situação”.Com
uma reunião com o Infarmed marcada para sexta-feira, António Costa
considerou ser "uma boa altura para prevenir”, uma vez que apesar de
Portugal estar “ainda muito longe de outros países europeus”, está
atento ao evoluir da pandemia noutros países da Europa.Tanto
mais que “se aproxima o Natal” época em que “muitos compatriotas que
vivem em países onde a taxa de vacinação é muito inferior” vêm visitar
as famílias e se reúnem à “volta da mesa” tendendo, normalmente, a “não
ter o mesmo nível de proteção”.A convicção
do primeiro-ministro é de que se deve" agir já de forma a chegarmos à
altura do Natal com menos receios” e, embora sem antecipar medidas,
deixa o apelo para que a população adira à vacinação.“A
partir de agora os centros de saúde vão começar a contactar os 40 por
cento que faltam para diretamente chamar uma a uma essas pessoas para
tomar a terceira dose” da vacinação contra a Covid-19, o que, a par do
reforço da vacina da gripe, “ é uma forma indireta também de proteger o
conjunto das pessoas com mais de 65 anos que já estão em condições de
serem vacinadas”, numa altura em que 32 por cento da população já foi
abrangida pelo programa em curso.António
Costa falava em Rio Maior, à margem das comemorações do centenário do
nascimento do escritor português José Saramago que hoje completaria 99
anos, e cujas celebrações se prolongam até ao próximo ano com um
programa cultural internacional em torno do Nobel da Literatura.