António Costa diz que Portugal tem "boas razões" para confiar no futuro
27 de nov. de 2023, 11:04
— Lusa/AO Online
"Não
vos vou aqui falar do futuro, mas sendo o tema 'Portugal Futuro', acho
ser meu dever dizer por que razões acho que temos boas razões para estar
confiantes no futuro e para acreditar que, seguramente, o futuro é
melhor do que o presente, não o digo por uma questão de fé, nem por um
otimismo voluntarista", afirmou António Costa. O
primeiro-ministro, que discursava na cerimónia de entrega do Prémio
Manuel António da Mota, que decorreu na Alfândega do Porto, afirmou
também que o país “goza de maior liberdade” depois de "vencer décadas de
desequilíbrio orçamental”. “Hoje o país
felizmente goza de maior liberdade para as suas escolhas relativas ao
futuro. O facto de termos vencido décadas de desequilíbrio orçamental e
termos hoje uma situação sem necessidade de aumentar impostos nem cortar
despesas, e termos um orçamento equilibrado, isso traduz-se em algo da
maior importância democrática e política”, afirmou.António
Costa destacou que essa liberdade permitirá aos portugueses escolherem
os programas que desejam, mas também “reservar os saldos para investir
no futuro, reservar os saldos para fazer face a vicissitudes no futuro,
usar o saldo para diminuir receita e usar o saldo para aumentar
despesa”. “Esta conquista e este grau de liberdade é algo que nos dá confiança relativamente ao nosso futuro”, acrescentou. Entre
as várias “razões objetivas” que disse sustentarem a confiança no
futuro, o primeiro-ministro assinalou o combate à pobreza, o tecido
económico, a atração de investimento e a qualificação dos recursos
humanos. António Costa considerou também
que Portugal poderá assumir um papel importante no combate às alterações
climáticas, não só “com palavras”, mas com ações, assegurando novas
formas de produção e consumo de energia. “Portugal pode encarar este desafio com confiança”, considerou, reforçando existirem “boas razões para confiar no futuro”.“Que
futuro vamos ter? Vamos ter seguramente o futuro que os portugueses
escolherem ter, com a garantia de que hoje têm mais liberdade de escolha
porque hoje têm menos constrangimentos orçamentais do que tinham
anteriormente, que hoje contam com tecido um económico mais robusto e
mais sólido, que produz mais e melhor emprego (...) que partimos das
melhores condições em matéria de transição energética e, sobretudo,
porque hoje temos os recursos humanos, que não só equipára à média
europeia como se aproxima dos melhores níveis da União Europeia”,
acrescentou.