Antigo Astronauta da NASA diz que robôs não ultrapassam humanos na exploração espacial
Web Summit
8 de nov. de 2017, 19:23
— Lusa/AO online
O
antigo astronauta da agência espacial norte-americana (NASA) deu hoje
uma conferência de imprensa na cimeira que decorre até quinta-feira no
Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa
(FIL), em Lisboa.Mike
Massimino entrou para a NASA em 1996, depois de ser rejeitado três
vezes, e esteve no espaço duas vezes no programa espacial 'Space
Shuttle', nas naves 'Columbia' (em 2002) e 'Atlantis' (em 2009).Aos
jornalistas portugueses e estrangeiros, o astronauta contou que fez
quatro passeios no espaço, duas em cada missão, e que foi a primeira
pessoa a fazer uma publicação na rede social 'twitter' a partir de lá.Questionado
pelos jornalistas, o engenheiro afirmou que "as coisas vão continuar a
seguir em frente", mas a tecnologia ainda não evoluiu até ao "ponto em
que um robô faz tudo o que um astronauta consegue fazer"."O
máximo que possa ser feito com recurso a um sistema automático, se lhe
quiser chamar Inteligência Artificial ou um robô, usualmente é mais
seguro, e as coisas tornam-se mais eficientes no espaço", disse o antigo
astronauta, acrescentando que foram dados "esses paços ao longo dos
últimos anos para incorporar mais tecnologia automatizada".Dando
o exemplo do robô que se encontra no planeta Marte, que na sua opinião
"é muito, muito lento", o antigo astronauta apontou que "seria bom
explorar [este planeta] a um passo mais rápido".Na
sua opinião, estes aparelhos "não conseguem ultrapassar um humano
noutro planeta neste momento", e por isso acredita que "vão continuar a
apostar no envio de pessoas para esses locais".Ainda assim, Mike Massimino entende que a "combinação de humanos e robôs será possível no futuro" e será benéfica."Quando
formos a Marte, ou quando voltarmos à lua acho que ainda será
necessário ação humana para que dê frutos, mas acho que veremos um
grande papel para as máquinas", salientou.Há
três anos, Mike Massimino saiu da NASA e atualmente integra o corpo
docente da Universidade de Columbia, no departamento de engenharia
mecânica.A quem se queira tornar um astronauta, Mike deixou uma mensagem de persistência."Candidatem-se.
Se forem rejeitados não é porque há algo errado convosco, porque são
maus candidatos, apenas precisam de tentar de novo e persistir e não
perdem por tentar", disse.Sobre
a saída da NASA, Mike referiu que "não é fácil deixar o emprego com que
se sonha desde os seis anos", mas o engenheiro considerou ser "tempo de
seguir em frente" e sente-se grato pela oportunidade. "Às
vezes dão-nos oportunidades maravilhosas na vida, e a oportunidade de
voar para o espaço foi para mim a mais importante coisa que jamais
poderia ter feito, era o que queria mesmo fazer", vincou.