Antiga Escola Central vai ser a Casa das Associações
17 de mai. de 2021, 10:30
— Paula Gouveia
A antiga Escola Central, situada em pleno centro da cidade da Ribeira
Grande, está devoluta há mais de quatro anos, mas em breve vai ganhar
vida com outra função.A Câmara Municipal da Ribeira Grande,
proprietária do edifício quase centenário, está a proceder à
requalificação do imóvel, com o fim de o adaptar a Casa das Associações,
um espaço onde as associações do concelho possam desenvolver as suas
atividades.Em 2016, depois de construída a nova Escola Básica
Integrada da Ribeira Grande, o edifício ficou fechado e sem uso, e a
autarquia decidiu concessioná-lo, com o fim de ser uma unidade
hoteleira, mas como a concessão nunca foi concretizada, o município
mudou os seus planos para o espaço.Como explica Alexandre Gaudêncio,
presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, “em 2016, o edifício
que é património da autarquia ficou devoluto. E nessa altura, fruto
também da abertura do espaço aéreo e da falta de unidades hoteleiras que
a cidade tinha, pretendíamos que aquele espaço fosse transformado numa
unidade hoteleira. Para o efeito foi aberto um concurso público, fizemos
uma concessão, surgiu mais do que um interessado, e o júri deliberou a
favor de uma das propostas”. Contudo, adianta o autarca, “passados
poucos meses, esta empresa que ganhou a concessão manifestou que não
tinha capacidade para fazer o projeto que tinha ganho o concurso”.Agora,
salienta o presidente da Câmara, “tendo em conta que foram surgindo
projetos hoteleiros no concelho - recordo que já temos uma unidade de
cinco estrelas no centro da cidade, e há uma série de alojamentos locais
que abriram -, achámos que aquele espaço, sendo concessionado para
turismo seria uma concorrência desleal a quem estava a investir de forma
direta. E daí termos colocado à consideração do executivo e de Conselho
Municipal de Juventude este projeto”. Segundo Alexandre Gaudêncio, o
Conselho Municipal de Juventude já tinha solicitado um espaço na cidade
que pudesse albergar as associações que não têm uma sede física.Segundo
o autarca, “estamos a concluir a obra de adaptação que basicamente é
recuperar o edifício no interior e exterior, sem alterar o seu aspeto
arquitetónico porque é quase centenário”. E “prevemos que, no mês de
junho, possamos abrir o concurso para começar a ceder os primeiros
espaços”, revelou, explicando que os espaços serão atribuídos
respeitando o regulamento aprovado na Assembleia Municipal.“O
edifício está dividido em sete espaços que podemos ceder a instituições e
tem dois espaços multiusos, havendo a possibilidade de fazer uma
camarata para um possível intercâmbio cultural de grupos associativos.
No espaço exterior envolvente também será permitido desenvolver
atividades”, revelou o autarca.