Anteproposta de lei açoriana sobre gestão do mar segue para AR
17 de jan. de 2019, 15:12
— Lusa/AO Online
O
documento, aprovado por todos os partidos com assento na Assembleia
Legislativa dos Açores, aborda um tema - o mar e a sua gestão - que tem
motivado alguma discordância entre o executivo açoriano e o Governo da
República. O
Governo dos Açores pretende que “sejam salvaguardados os poderes da
região em matéria de gestão, planeamento, preservação e exploração dos
recursos endógenos do território marítimo” açoriano.O
texto aprovado, vincou o titular da pasta do Mar do Governo açoriano,
Gui Menezes, visa "a gestão partilhada de competências entre a
administração central e as regiões autónomas quanto ao planeamento dos
usos e licenciamento das zonas marítimas sob jurisdição nacional
adjacentes aos arquipélagos dos Açores e da Madeira".A
autonomia, disse o governante aos parlamentares, é um "instrumento de
desenvolvimento” e, por isso, as alterações apresentadas pelo Governo
dos Açores “não são, nem poderiam ser contra ninguém”, mas sim “a favor
do desenvolvimento dos Açores e, assim, a favor de Portugal”.O
executivo liderado pelo socialista Vasco Cordeiro quer uma nova lei que
englobe a "transferência para as regiões autónomas de competências da
administração central quanto ao espaço marítimo sob soberania ou
jurisdição nacional adjacente aos respetivos arquipélagos, salvo quando
esteja em causa a integridade e soberania do Estado".Em
21 de maio do ano passado, Dia da Região, o presidente do Governo dos
Açores tinha referido que iria ser apresentado pelo executivo no
parlamento regional do texto, que pede a aprovação, para envio para a
República, da alteração da lei de bases da gestão do mar.No
que se refere ao mar dos Açores, o governante lembrou que este "assume
uma redobrada importância e atualidade como um dos elementos que
encerram um elevado potencial para a realização" do objetivo de
fortalecimento da economia."Além
daqueles que são os indicadores dos dias que correm, é fundamental não
descurarmos o trabalho de desbravar novos caminhos e novas áreas de
desenvolvimento para a criação de emprego e para a geração de riqueza,
as quais sirvam o objetivo maior de sustentabilidade do nosso progresso e
do nosso desenvolvimento e que encontra, na diversificação da nossa
economia, um dos seus pilares essenciais", sustentou Vasco Cordeiro,
antes de apontar o espaço marítimo como área primordial neste campo.A
Lei de Bases do Ordenamento do Espaço Marítimo tinha sido alterada pelo
anterior Governo da República (PSD/CDS-PP), que impôs uma gestão quase
exclusiva do mar açoriano.