Antecipação de colocação de professores é "dia histórico", diz Associação de Contratados

17 de ago. de 2019, 00:45 — AO Online/ Lusa

Num comunicado esta sexta feira divulgado, a associação que representa os professores contratados saúda o Ministério da Educação por ter “quebrado com um preconceito duradouro, que sempre apontou para a impossibilidade de ser concretizada esta antecipação na colocação de docentes”.A antecipação da publicação das listas de colocação permite, segundo a associação, uma “profunda redução das ultrapassagens nos concursos de professores”, bem como a promoção de “estabilidade no sistema educativo, na vida das escolas e dos alunos”, através de uma “colocação atempada de todos os professores necessários” para o ano letivo 2019/2020.Apesar de destacar como positivo que cerca de 8.000 professores tenham ficado vinculados aos quadros nos últimos quatro anos, a Associação de Professores Contratados entende que é preciso ir mais longe no combate à “precariedade laboral permanente de professores”.“Após a análise das listas de colocação de professores contratados hoje publicadas é ainda visível que continuam a ser contratados docentes com muitos anos de serviço em escolas diretamente tuteladas pelo Ministério de Educação”, recorda o comunicado.As listas de colocação foram conhecidas hoje, cerca de um mês antes do início do ano letivo.Cerca de 24 mil professores ficaram hoje colocados nas escolas públicas portuguesas para o ano letivo 2019/2020, sendo 13 mil deles no mesmo estabelecimento em que estavam no ano anterior.Segundo o Ministério da Educação, cerca de 300 professores ficaram em “ausência de componente letiva”, ou seja, sem horário atribuído, mas terão prioridade nas “reservas de recrutamento”.O Governo indica que os 300 docentes nesta situação representam “um valor significativamente baixo quando comparado com anos anteriores”.As listas de colocação hoje publicadas referem-se à colocação de docentes de quadro, bem como à colocação inicial de professores contratados.“Na mobilidade interna foram distribuídos mais de 1.700 horários completos e cerca de 400 horários incompletos. Todos os restantes cerca de 13 mil docentes mantiveram a colocação nas escolas onde estiveram no ano letivo anterior”, refere o comunicado do Ministério da Educação.