"Ano de 2022 excecional" para retoma mas ainda "temos de ser ajudados"
17 de nov. de 2022, 12:34
— Lusa/AO Online
"O
ano de 2022 tem sido um ano excecional na recuperação da confiança dos
nossos clientes. Portugal liderará, aliás, o crescimento económico na
União Europeia, tendo esse crescimento uma clara impressão digital: o
turismo como mola impulsionadora dessa recuperação", afirmou Bernardo
Trindade na cerimónia de abertura do 33.º Congresso Nacional da
Hotelaria e Turismo, promovido pela AHP, que decorre em Fátima.O
presidente da AHP lembrou que os anos da pandemia fizeram o setor
recuar 20 anos em termos de dormidas e 10 anos em termos de proveitos. O
responsável recordou que – mesmo a bater recordes de receita em 2022 – a
guerra na Ucrânia trouxe "um grau de incerteza tal na construção da
cadeia de valor do turismo", que não é possível dizer "qual o nível de
resultados" com que fechará este ano. Acresce que "tudo está mais caro",
desde o custo da mão de obra, à eletricidade e o gás, a cadeia
alimentar e as diversas prestações de serviço. Factos que levam a que a
perspetiva se mantenha "incerta", disse."Por
isso, senhor ministro [da Economia], senhora secretária de Estado [do
Turismo], estimados associados, queremos lealmente continuar a ser
parceiros, contribuintes para esta recuperação económica e social do
país, mas realisticamente temos de ser ajudados", reforçou Bernardo
Trindade.O ministro da Economia, António
Costa Silva, e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, estão
presentes na cerimónia de abertura do congresso da hotelaria que conta
com cerca de 550 pessoas, segundo disse a presidente executiva da AHP,
Cristina Siza Vieira, à Lusa. Sobre o
pacote de três mil milhões de euros de apoio às empresas para fazer face
ao aumento da fatura da eletricidade e do gás que o primeiro-ministro,
António Costa, anunciou, Bernardo Trindade saudou esse anúncio e afirmou
que a expectativa da AHP é que sejam "incluídos nesse pacote de
ajudas". O responsável abordou ainda a
degradação da autonomia financeira das empresas hoteleiras durante a
pandemia, alertando que é preciso ver alargadas as maturidades das
linhas de crédito de apoio à covid-19, cujas maturidades estão em muitos
casos a chegar agora ao fim.O 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo decorre até sexta-feira.