Aníbal Pires apela ao voto para combater as maiorias absolutas

8 de out. de 2012, 12:20 — Lusa/AOonline

“É preciso fazer uma opção no dia 14 para que ninguém fique com o poder absoluto”, afirmou Aníbal Pires, numa ação de campanha pelas ruas de Ponta Delgada. E “aquilo que pode fazer a diferença é o reforço da CDU. Evitar maiorias absolutas e reforçar a CDU de modo a que nós possamos influenciar as políticas na próxima legislatura”, afirmou Aníbal Pires, candidato nas eleições regionais de domingo, a um eleitor que prontamente respondeu: “nunca existe democracia nas maiorias absolutas”. Saudado por alguns eleitores no centro de Ponta Delgada, Aníbal Pires ouviu palavras de incentivo e alguns lamentos quanto ao futuro. Perto de uma paragem de autocarros, um eleitor disse-lhe: "acho que vamos penar bastante. Tem muita gente que é ignorante dá palmas sem saber o que está a dizer". Em resposta, Aníbal Pires pediu o voto na coligação. "A gente precisa de ter mais força e se achas que tenho tão bom coração, a CDU pode dar aqui um contributo muito importante", disse. Aníbal Pires dirigiu-se a vários eleitores para entregar panfletos e prontamente ouviu queixas relacionadas com a crise". “Temos que mudar porque isto está mau, somos quatro em casa e a porta pode-se fechar, porque não há comida para comer com uma reforma de 270 euros. É a luz cortada, água cortada e casa por pagar”, lamentava-se uma mulher ao candidato, que voltou a garantir o apoio da CDU para reforçar a defesa do aumento dos apoios sociais. Aníbal Pires percorreu várias ruas do centro da baixa de Ponta Delgada, entrando em estabelecimentos comerciais e foi apelando ao voto. “É preciso que, de facto, no dia 14 as pessoas façam uma opção de maneira que ninguém fique com o poder absoluto”, reforçando o voto na CDU, “porque estamos do lado e quem trabalha, dos mais desfavorecidos e dos Açores”, sublinhou a uma eleitora. O candidato ouviu também lamentos dos comerciantes tradicionais do centro de Ponta Delgada, que se queixam da falta de apoios e da concorrência das grandes superfícies. "Nós, no comércio tradicional, temos sido o parente pobre de todo os restantes comercio e industria", disse um dos comerciantes.