Decorreu em Angra do Heroísmo, a Digital Atlantic Summit. Para
Artur Lima, vice-presidente do Governo Regional dos Açores, a
transição digital é “o meio mais poderoso” para mitigar a ultraperiferia
do arquipélago, tornando as empresas da região mais competitivas.“A
transição digital não é um fim em si mesma, é o meio mais poderoso que
temos para mitigar a nossa ultraperiferia, para aproximar a
administração dos cidadãos, para tornar as nossas empresas mais
competitivas e para proteger a nossa soberania e resiliência
globalizada. A Digital Atlantic Summit é a prova viva de que o Atlântico
já não nos isola. O Atlântico digital liga-nos ao mundo”, afirmou.A
Digital Atlantic Summit que reuniu decisores, especialistas e
representantes institucionais e empresariais do setor digital ao longo
de dois dias, vai contar com uma segunda edição a realizar-se no
Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, a 18 e 19 de junho.“Queremos dar
visibilidade e rosto ao esforço que o Governo Regional tem feito nas
áreas das infraestruturas digitais, da cibersegurança e da modernização
administrativa”, salientou o vice-presidente.Durante dois dias, o
Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, acolhe conferências
sobre vários projetos que estão a decorrer nos Açores.Artur Lima
destacou como exemplos o Azores Cyber 360, “um projeto transversal de
cibersegurança que permitiu estabelecer um Security Operations Center
regional de última geração”, e a Azores Cloud, “suportada por dois
‘datacenters’, em ilhas distintas, garantindo redundância e resiliência e
a segurança dos dados” da administração pública regional.Marco
Bettencourt, fundador da empresa Red Cat Pig, instalada na ilha
Terceira, afirma que “é possível trabalhar no digital a partir de uma
ilha no meio do Atlântico”.Fundada em 2019, com três elementos, a
empresa conta hoje com 50 funcionários, incluindo alguns que trocaram
outros países ou outras partes de Portugal pelos Açores.A Ask Blue
conta lançar em setembro, nos Açores, uma loja do cidadão virtual, em
que o cidadão possa pedir qualquer serviço e acompanhá-lo em formato
digital.Ana Pinto defendeu que é um “projeto completamente
inovador”, que está a ser criado no arquipélago, mas poderá ser
replicado noutras partes do país ou no estrangeiro.