Angra do Heroísmo acolheu Digital Atlantic Summit

Hoje 12:13 — Daniela Carreiro/Lusa

Decorreu em Angra do Heroísmo, a Digital Atlantic Summit. Para Artur Lima, vice-presidente do Governo Regional dos Açores,  a transição digital é “o meio mais poderoso” para mitigar a ultraperiferia do arquipélago, tornando as empresas da região mais competitivas.“A transição digital não é um fim em si mesma, é o meio mais poderoso que temos para mitigar a nossa ultraperiferia, para aproximar a administração dos cidadãos, para tornar as nossas empresas mais competitivas e para proteger a nossa soberania e resiliência globalizada. A Digital Atlantic Summit é a prova viva de que o Atlântico já não nos isola. O Atlântico digital liga-nos ao mundo”, afirmou.A Digital Atlantic Summit que reuniu decisores, especialistas e representantes institucionais e empresariais do setor digital ao longo de dois dias, vai contar com uma segunda edição a realizar-se no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, a 18 e 19 de junho.“Queremos dar visibilidade e rosto ao esforço que o Governo Regional tem feito nas áreas das infraestruturas digitais, da cibersegurança e da modernização administrativa”, salientou o vice-presidente.Durante dois dias, o Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, acolhe conferências sobre vários projetos que estão a decorrer nos Açores.Artur Lima destacou como exemplos o Azores Cyber 360, “um projeto transversal de cibersegurança que permitiu estabelecer um Security Operations Center regional de última geração”, e a Azores Cloud, “suportada por dois ‘datacenters’, em ilhas distintas, garantindo redundância e resiliência e a segurança dos dados” da administração pública regional.Marco Bettencourt, fundador da empresa Red Cat Pig, instalada na ilha Terceira, afirma que “é possível trabalhar no digital a partir de uma ilha no meio do Atlântico”.Fundada em 2019, com três elementos, a empresa conta hoje com 50 funcionários, incluindo alguns que trocaram outros países ou outras partes de Portugal pelos Açores.A Ask Blue conta lançar em setembro, nos Açores, uma loja do cidadão virtual, em que o cidadão possa pedir qualquer serviço e acompanhá-lo em formato digital.Ana Pinto defendeu que é um “projeto completamente inovador”, que está a ser criado no arquipélago, mas poderá ser replicado noutras partes do país ou no estrangeiro.