André Ventura promete “maior pacote anticorrupção” da história do país
Legislativas
14 de abr. de 2025, 11:52
— Lusa/AO Online
André
Ventura apresentou estas duas garantias no domingo à noite, nos Açores, e
disse que serão para concretizar se o partido vencer as legislativas ou
"se tiver o poder de condicionar o próximo exercício de Governo”.“A
primeira, é que voltaremos a colocar na agenda nacional, a prioridade
para os filhos de quem trabalha no acesso às creches em todo o
território nacional. E vamos garantir que quem trabalha tem prioridade
na colocação dos seus filhos”, afirmou.A
segunda garantia está relacionada com o combate à corrupção, disse o
líder do Chega perante cerca de 200 militantes e simpatizares, segundo
fonte do partido, num jantar comício na cidade da Ribeira Grande, na
ilha de São Miguel, nos Açores, no âmbito da pré-campanha para as
legislativas.“A garantia que é a nossa
missão de vida, porque é uma garantia que vem da história deste partido.
É que, não é no dia 02, nem no dia 03, nem no dia 05, nem no dia 10 a
seguir a ganharmos as eleições é no dia um. No dia um a seguir [ao ato
eleitoral], nós vamos apresentar, em Lisboa, o maior pacote
anticorrupção da história de Portugal”, afirmou.André
Ventura disse que aquilo que está a acontecer com o primeiro-ministro,
Luís Montenegro, “não é muito diferente do que aconteceu com o José
Sócrates há uns anos atrás”.“E muitos de
nós fomos permissivos, muitos de nós pensámos, deixem lá o homem
trabalhar, isto é perseguição. Nós tornámo-nos um país tolerante à
corrupção, tolerante ao pequeno enriquecimento e dizemos para nós
próprios, todos fazem o mesmo”, declarou.Depois
de defender que é preciso acabar com a ideia de que “todos fazem o
mesmo”, considerou necessário que o país dê “um passo atrás” na
história.“Sabem o que é que faz falta, e
que nós nos propomos a fazer no dia um [a seguir à eleições], é que quem
tenha indícios fortes de corrupção, veja o seu património - ouçam,
leiam os meus lábios -, todo, todo apreendido até ao último cêntimo,
todo apreendido até ao último cêntimo das suas contas bancárias”,
afirmou o líder do Chega.“Se fizermos
isto, eles vão começar a pensar, ‘não vale a pena, é perigoso, é um
risco para mim e para a família’. Enquanto não o fizermos, meus amigos,
nós não seremos um país melhor que outros países da América do Sul
inundados em corrupção”, prosseguiu.Por isso, referiu que o desafio do dia 18 de maio “não é pequeno”“Que
ninguém vote em mim, que ninguém vote no Francisco [Lima, o
cabeça-de-lista pelos Açores], que ninguém vote no Chega se quiser um
governo igual ao PSD e ao PS. Que ninguém vote no Chega se não quiser
fazer um corte a sério, como vocês nunca viram na vossa vida”, disse a
finalizar o discurso.O líder regional do
Chega/Açores, José Pacheco, falou de vários problemas da região e disse
que são discutidos há anos. “O que andam a fazer os nossos deputados
eleitos pelos Açores?”, questionou. Por
sua vez o cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral dos Açores, Francisco
Lima, atual deputado regional, afirmou que a eleição de um deputado do
Chega pelos Açores na Assembleia da República “vai falar diferente” e
contribuirá para que muitos dos problemas do arquipélago sejam
resolvidos.