André Ventura alerta para "clima de compadrio" na região
Açores/Eleições
20 de out. de 2020, 14:13
— Lusa/AO Online
No final
de uma ação de campanha em Ponta Delgada, no âmbito da campanha para as
eleições legislativas regionais dos Açores, agendadas para domingo,
André Ventura fez questão de falar aos jornalistas à porta da Polícia
Judiciária (PJ), junto às Portas da Cidade.Sublinhando
a falta de meios humanos, financeiros e logísticos da PJ, o deputado
único do partido afirmou que o “clima de compadrio” entre autarquias,
Governo Regional e privados “é cada vez maior”, registando que os
açorianos se queixam “do clientelismo dos poderes públicos em relação
aos negócios”.“Os açorianos vão pagar caro
este Orçamento do Estado, vão pagar caro este desinvestimento na
Polícia Judiciária, no Ministério Público e na luta contra a corrupção.
Estamos aqui para apresentar um cartão vermelho ao Governo”, afirmou,
acompanhado pelo líder regional do Chega, Carlos Furtado, que é também
cabeça de lista pelo círculo eleitoral de São Miguel.Reconhecendo
que esta semana há uma “atividade muito intensa” na Assembleia da
República, por causa do uso obrigatório de máscara ou do referendo sobre
a eutanásia, por exemplo, André Ventura justificou a sua presença nos
Açores, onde vai permanecer até ao dia das eleições.“Mas
eu acho que nada disso, nesta semana, é mais importante do que estar
aqui junto dos açorianos, dizer-lhes o que é que queremos para os
Açores. Não podia estar noutro lugar. Não me sentiria melhor noutro
lugar qualquer que não fosse aqui e os Açores merecem esse nosso
esforço”, acrescentou.As legislativas dos
Açores decorrem no domingo, com 13 forças políticas candidatas ao
parlamento: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre,
PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999
eleitores.O Chega concorre pela primeira vez às regionais dos Açores.No
arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada
uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não
aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.