André Rodrigues diz que há uma “onda” de apoio a Francisco César
16 de mai. de 2024, 10:10
— Paula Gouveia
O secretário coordenador do PS/São Miguel e membro do
Secretariado Regional do PS/Açores, André Rodrigues, rejeita a ideia de
que falta debate no partido, como têm alguns militantes afirmado.Para o dirigente do PS/A, “aqueles
que reclamam mais debate têm uma obrigação perante os militantes de
saírem da sua zona de conforto e de promoverem esse debate”. A
propósito das críticas à candidatura de Francisco César à liderança do
PS/Açores, André Rodrigues diz mesmo - “O que tenho visto até agora são
duas coisas distintas: uma onda significativa de pessoas a apoiar a
candidatura do Francisco César, de vários dirigentes de diferentes
ilhas, autarcas, etc.; e um restrito número de pessoas, algumas delas
chamando a atenção do apelido (que é uma coisa muito curiosa) e que têm
vindo apenas a desmerecer essa candidatura e a criticá-la, sem
apresentarem alternativas”.“Os críticos da candidatura de Francisco César podem ser eles próprios protagonistas deste debate”, insistiu o socialista.Até
porque, “ao contrário do que alguns querem fazer crer o PS não tem
défice de debate -e tem funcionado como sempre funcionou, com reforço
de alguns mecanismos de participação”. André Rodrigues exemplifica: “fiz
parte de uma comissão de revisão de estatutos que fez com que os
secretários coordenadores de ilha passassem a ser eleitos diretamente
pelos militantes do PS, em vez de serem eleitos pela comissão de ilha” e
“houve também uma alteração estatutária da qual fiz parte como
dirigente do PS que limita os mandatos”. Além disso, continuou, “os
congressos do PS têm tido participação acesa na elaboração das moções
globais, de estratégia e de moções setoriais”. Na sua opinião,
“Francisco César é a melhor solução com o seu projeto ‘Novo Futuro’
para a liderança do Partido Socialista, para o ciclo político que se
avizinha, difícil e exigente, e só posso congratulá-lo por ter tido a
coragem e manifestar a disponibilidade para avançar, porque seria mais
fácil fazer alguns calculismos políticos e manter-se confortavelmente
como deputado na Assembleia da República. Mas também conheço-o o
suficiente para saber que ele não ficaria bem consigo próprio, se dadas
as circunstâncias, não avançasse e pusesse todo o saber à prova”. André
Rodrigues sustenta que “o PS é um partido inclusivo, com muitos
quadros, e essencial à democracia dos Açores” e “tem lugar para todos:
para os que concordam e os que têm outras visões”, disse ainda.