ANAFRE disponível para consensualizar nova lei para reorganizar freguesias
18 de dez. de 2019, 10:59
— Lusa/AO Online
A
ANAFRE foi ouvida no parlamento, em Lisboa, pela Comissão de
Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e
Poder Local.Questionado acerca de
eventuais alterações à reorganização administrativa, a pedido de algumas
freguesias que querem ainda hoje reverter o processo nos respetivos
casos, Pedro Cegonho, presidente da associação de freguesias, realçou
que existe “a total abertura da ANAFRE para discutir com o Governo e a
Associação Nacional de Municípios um texto que possa ser consensualizado
e que possa chegar à Assembleia da República”.“Não
sei se chegaremos a esse ponto, mas a disponibilidade da nossa parte
para iniciar essa conversa, esse diálogo desde abril existe”, disse.O
autarca de Campo de Ourique, Lisboa, salientou acordos quanto à Lei das
Finanças Locais e à descentralização para considerar que em matéria de
reorganização administrativa “há espaço para chegar a acordo em relação
àquilo que é essencial”, para “resolver as situações concretas que
mereçam ser resolvidas” e “deixar um quadro jurídico para o futuro”.Este
quadro jurídico deverá permitir que “a reorganização de um território
possa ser um instrumento de gestão, com regras claras, com critérios,
com objetividade, e que não exista um vazio legal”, prosseguiu.“No
ponto de vista de quando uma população tem aspiração a poder tornar-se
uma freguesia, ou quando um conjunto de freguesias quer reunir esforços e
juntar-se numa única unidade administrativa para maximizar e
potencializar os recursos que já tem, [entendo] que haja um
enquadramento jurídico legal que lhes permita desencadear esse processo e
que fique na ordem jurídica portuguesa no futuro”, explicou.A reforma administrativa de 2013 reduziu as 4.260 freguesias existentes até então para 3.092.