Ana Catarina Mendes ataca PSD e diz que “erros” foram logo corrigidos pelo executivo
Governo
4 de jan. de 2023, 17:17
— Lusa/AO Online
Estas
posições foram transmitidas por Ana Catarina Mendes na abertura do
debate de urgência requerido pelo PSD sobre “situação política e a crise
no Governo”.Numa alusão indireta ao
polémico pagamento de uma indemnização pela TAP de meio milhão de euros à
secretária de Estado cessante Alexandra Reis, quando esta foi
administradora da transportadora aera nacional, a ministra Adjunta e dos
Assuntos Parlamentares declarou: “É bom que em política não se ignorem
os problemas e, sobretudo, é bom assumir a humildade de reconhecer
quando se falha”.“Principalmente, é bom
corrigir e atacar com assertividade os problemas. Foi isso que fizemos:
Identificámos o erro, corrigimos, reconhecemos a responsabilidade, que
assumimos, e encontrámos a solução – e aqui estamos para responder ao
parlamento”, acentuou Ana Catarina Mendes.Nesta
questão, referiu que os ministros com a tutela da TAP, Finanças e
Infraestruturas, pediram a avaliação pela Inspeção Geral de Finanças
(IGF) e CMVM, “e assumiu-se com as consequências que todo o pais
conhece”.Após esta referência às recentes
demissões ocorridas no Governo, a ministra Adjunta e dos Assuntos
Parlamentares deixou outro recado, dizendo que a forma como agiu o
executivo demonstra “que não se desliga da realidade e que enfrenta e
resolve os problemas”.Depois, passou ao
contra-ataque em relação ao PSD e, falando das obrigações de um Governo,
deixou uma farpa ao líder do PSD, Luís Montenegro.No
atual contexto, espera-se que “o Governo não tire férias, não se desvie
do seu foco e continue a resolver os problemas dos portugueses”.“Este
debate de urgência pedido pelo PSD não é um verdadeiro debate de
urgência sobre os problemas dos portugueses. Antes, é um debate de
urgência para saber quem ganha na liderança da oposição à direita neste
parlamento”, disse.Ana Catarina Mendes
defendeu que as questões relativas aos resultados da governação “são a
dificuldade” dos partidos à direita do PS.“Percebo
a frustração do PSD de não querer discutir resultados do PIB (Produto
Interno Bruto) em 2022, assim como os resultados do défice em 2022 e o
desemprego historicamente baixo em Portugal. Não quer discutir os apoios
extraordinários dirigidos às famílias param fazerem face à inflação”,
completou.Ora, de acordo com a ministra
Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, “o que interessa aos portugueses é
a estabilidade de políticas, a estabilidade de uma liderança forte e,
sobretudo, a coesão do Governo para continuar a responder aos reais
problemas das pessoas”.“A urgência do
momento, mesmo que se queiram distrair com a espuma dos dias, é um
Governo responsável responder às verdadeiras necessidades dos
portugueses”, acrescentou.