ANA alerta para tempos de espera mais elevados nos aeroportos devido a greve no SEF
13 de ago. de 2021, 13:03
— Lusa/AO Online
Numa
resposta escrita enviada à Lusa, a gestora referiu que “devido à greve
convocada pelo SIIFF, Sindicato do Serviço Estrangeiros e Fronteiras, de
14 a 31 de agosto, nas horas de maior tráfego internacional, são
expectáveis tempos de espera elevados no controlo de fronteira dos
aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal, Porto Santo e Ponta
Delgada”.A empresa garantiu que “fará tudo
o que estiver ao seu alcance para mitigar os constrangimentos causados
aos passageiros, a quem agradece desde já pela compreensão e
colaboração”.A ANA pede ainda aos
passageiros para que “sempre que possível” e quando tiverem como destino
países fora do espaço Schengen se dirijam “mais cedo ao embarque”.Os
funcionários da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras que trabalham nos principais postos de
fronteira do país começam no sábado uma greve parcial que vai durar até
ao final do mês, anunciou o sindicato, na quinta-feira.Em
comunicado, o Sindicato dos Inspetores de Investigação, Fiscalização e
Fronteiras explicou que esta greve parcial decorre da falta de resposta
do Governo quanto aos direitos destes inspetores na sequência da
aprovação da proposta de lei que "prevê a dispersão de competências
policiais do SEF pela PJ, PSP e GNR". Fonte do sindicato adiantou à Lusa que a greve parcial será de duas horas por dia.O
sindicato considera que esta lei "ditará, inapelavelmente, o fim do
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras", lembra que numa reunião em junho o
ministro da Administração Interna definiu o final de mês de junho como
data limite para apresentar um documento com "os termos em que se
asseguravam os direitos" destes inspetores e lamenta que tal ainda não
tenha acontecido."Até à presente data tal
documento não chegou a este sindicato, tampouco foi indicado o motivo
justificativo de tal omissão", sublinha. O
sindicato diz que o ministro tem conduzido este processo com "opacidade
e leviandade" e repudia "a patente falta de compromisso por parte do
Governo", considerando que coloca em causa a boa-fé do executivo em todo
o processo de reestruturação e representa uma "clara intenção de
extinção desta carreira policial"."Perante
esta postura do Governo, que continua a escusar-se em esclarecer os
profissionais do SEF quanto ao seu futuro, resta-nos somente o recurso à
contestação através dos meios legais de que dispomos", refere o
sindicato, anunciando uma greve parcial dos funcionários da carreira de
investigação e fiscalização entre 14 e 31 de agosto.A
Assembleia da República aprovou em julho a proposta do Governo que
define a passagem das competências policiais do SEF para a PSP, GNR e
Polícia Judiciária.