ANA admite "disrupções de serviço" nos aeroportos de Lisboa e Faro
16 de abr. de 2019, 11:12
— Lusa/AO Online
A ANA -
Aeroportos de Portugal admite, por isso, que "não tendo sido assegurados
os serviços mínimos, e em função do tempo necessário para a requisição
civil ter efeitos práticos, os nossos aeroportos podem ter disrupções de
serviço ao nível operacional", estando a gestora aeroportuária "a
acompanhar a situação em permanência". Contactada
pela Lusa, a gestora aeroportuária informa que "no Aeroporto de Faro já
foram atingidas as reservas de emergência, estando o fornecimento de
combustível suspenso, pelas empresas petrolíferas, desde ontem
[segunda-feira] à noite".Para o Aeroporto
Humberto Delgado, em lisboa, "prevê-se a mesma interrupção de
abastecimento de combustível, pelas empresas petrolíferas, ao início desta tarde".Em declarações à agência
Lusa ao início da manhã de hoje, Francisco São Bento, do Sindicato
Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) em greve, disse que
a estrutura sindical previa que ao início da tarde os aeroportos de
Lisboa e Faro ficassem sem combustível.Segundo os dados do sindicato, ao início da manhã cerca de 40% a 50% dos postos e abastecimento já estavam sem combustível.A
ANA aconselha os passageiros com voos nos aeroportos de Lisboa e Faro a
informarem-se junto das companhias aéreas sobre os seus voos,
lamentando "o transtorno causado aos passageiros" e esperando que "a
situação seja resolvida com a máxima urgência pelas autoridades
competentes".Entretanto, a portaria que
efetiva a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas em greve
desde segunda-feira foi hoje publicada em Diário da República.“[…]
decreta-se, com efeito imediato, a requisição civil dos motoristas
aderentes à greve nas empresas em que se encontra comprovado o
incumprimento dos serviços mínimos”, refere a portaria hoje publicada,
assinada pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos
Fernandes.A portaria refere ainda que,
nos dias 16, 17 e 18 (entre hoje e quinta-feira), “os trabalhadores
motoristas a requisitar devem corresponder aos que se disponibilizem
para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou
insuficiência, os que constem da escala de serviço”.A
presidência do Conselho de Ministros já tinha anunciado hoje a
aprovação, pelo Governo, da resolução do Conselho de Ministros que
reconhece a necessidade de requisição civil no caso da greve dos
motoristas de matérias perigosas.Segundo o
comunicado da presidência do Conselho de Ministros, “a greve em curso
afeta o abastecimento de combustíveis aos aeroportos, bombeiros e
portos, bem como o abastecimento de combustíveis às empresas de
transportes públicos e aos postos de abastecimento da Grande Lisboa e do
Grande Porto”.A portaria hoje publicada em Diário da República diz ainda que a requisição civil produz efeitos até ao dia 15 de maio.
A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às
00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de
Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para
reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo
sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo.