AMRAA destaca papel central dos municípios na coesão social

Hoje 10:11 — Filipe Torres

O Conselho de Administração da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, representado pelo presidente Carlos Ferreira e pela vogal Catarina Cabeceiras, acompanhado pela presidente da Assembleia Intermunicipal, Vânia Ferreira, foi recebido em audiência pela representante da República nos Açores, Susana Goulart Costa. Segundo a nota de imprensa da AMRAA, encontro teve caráter institucional e serviu para reforçar o diálogo entre a AMRAA e a representante da República, tendo sido abordados os principais desafios sociais, territoriais e institucionais que os municípios açorianos enfrentam atualmente. Durante a reunião, a AMRAA destacou o papel central dos municípios na resposta às populações, sobretudo em áreas como habitação, ação social, envelhecimento, juventude, inclusão e apoio às famílias, bem como em investimentos na rede viária municipal, ambiente e gestão de resíduos, sublinhando ainda os desafios estruturais da região, nomeadamente o combate à pobreza e às desigualdades sociais, agravadas pelo custo de vida e pelas dificuldades sentidas por muitas famílias. O presidente da AMRAA afirmou que “não há verdadeira coesão regional sem municípios fortes, próximos das pessoas e com capacidade para responder aos problemas concretos das comunidades”, acrescentando que “os municípios são hoje a principal linha de resposta inicial das populações açorianas” e que “a desigualdade territorial também é uma forma de desigualdade social”. A AMRAA defendeu que o combate às desigualdades exige uma articulação eficaz entre instituições públicas e privadas e uma valorização efetiva do papel das autarquias locais, sublinhando que estas não devem ser chamadas apenas para executar respostas sociais, mas também para participar na definição das soluções, por serem as que melhor conhecem a realidade das populações. Foi igualmente destacada a importância do envolvimento das comunidades na construção de respostas mais eficazes e próximas das necessidades reais. A AMRAA reafirmou a sua disponibilidade para manter uma relação institucional próxima e colaborativa com a representante da República, defendendo que a coesão social e territorial e a melhoria das condições de vida devem constituir prioridades permanentes da ação pública na Região, concluindo que o desenvolvimento regional deve ser entendido sobretudo como desenvolvimento de pessoas e não apenas de infraestruturas.