Amnistia Internacional faz cinco propostas pelos direitos humanos ao Presidente da China
Pequim 2008
8 de jul. de 2008, 08:10
— Lusa/ AO
"Acredito que satisfazer estes cinco pontos fará muito para que se recordem estes Jogos não só como um progresso desportivo mas igualmente no terreno dos direitos humanos", escreve a secretária-geral da Amnistia Internacional, Irene Khan, na carta divulgada na noite de segunda para terça-feira na capital britânica.
Irene Khan apela a Hu Jintao para "libertar todos os prisioneiros de opinião, impedir a polícia de proceder a detenções arbitrárias de signatários de petições, tornar pública a totalidade das estatísticas sobre a pena de morte e pôr em prática uma moratória sobre as execuções".
A líder da Amnistia Internacional reclama igualmente que Pequim proporcione "uma liberdade total" aos média e preste contas sobre "todos os que foram mortos ou detidos na sequência das manifestações de Março no Tibete".
A Amnistia Internacional, escreve Irene Kahn, reconhece "os esforços" do Governo chinês em matéria de direitos do homem, considerando-se "encorajada pelo progresso aparente criado pela redução do recurso à pena de morte".
Irene Kahn lamenta, no entanto, "o efeito negativo que teve a preparação dos Jogos em alguns domínios dos direitos do homem", citando a perseguição a militantes dos direitos do homem e a "limpeza" de Pequim através do recurso acrescido à "reeducação pelo trabalho".