AMISM preocupada com gestão de resíduos urbanos e gestão da água em São Miguel
15 de nov. de 2018, 07:23
— Lusa/AO Online
Na
questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos, o presidente da
Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM) e presidente da
Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, lamenta que o ecoparque,
"um investimento muito vultuoso, que depende de fundos comunitários",
esteja "agora envolto num processo contencioso judicial".Em
causa está a construção de uma incineradora no ecoparque da ilha de São
Miguel, um projeto “com a possibilidade de eliminar, como determina a
lei e as diretivas comunitárias, os aterros, apostando na reciclagem,
através da separação, na reutilização, bem como na valorização
energética e composto”.
A construção da incineradora aguarda a conclusão de um processo
judicial que analisa a legalidade do concurso público para a empreitada.O autarca lembra que a espera pode “pôr em risco o financiamento comunitário do atual quadro comunitário de apoio”.Nesse
sentido, o líder da AMISM apela para a necessidade de, “consoante for o
resultado judiciário nesta matéria, refletir, porque esta foi uma
estratégia da região, os municípios limitaram-se a cumprir aquela
definição planeada no decreto legislativo, e envolver a própria região e
o governo regional nessa matéria”.O
autarca sugeriu, também, uma “estratégia comum de recolha [de resíduos
sólidos urbanos] para a ilha”, que poderia ser assegurada pela MUSAMI,
empresa de gestão de resíduos da AMISM.Outra
das preocupações levantadas durante a reunião da AMISM com o Governo
Regional dos Açores, no âmbito da visita do executivo à ilha de São
Miguel, foi a gestão de água.O
presidente da maior autarquia de São Miguel defendeu que a gestão da
água deve ser feita tendo em conta “a realidade de ilha, mais que a
realidade municipal, na gestão em alta da água”.José
Manuel Bolieiro sugere a elaboração de uma estratégia em que “a região
tem que se envolver com os municípios”, garantindo que os autarcas estão
“disponíveis para cooperar e reorganizar a gestão da água”.