Amigos do Cerco criticam falta de estruturas de apoio
20 de ago. de 2025, 16:09
— Paula Gouveia
A Associação Amigos do Cerco sustenta que, tendo em conta a “pressão
humana por parte dos locais e turistas” na zona balnear do Cerco, no
concelho da Lagoa, “a atual estrutura de apoio aos banhistas está
desajustada das atuais necessidades”.Para esta associação cívica,
criada com o objetivo de promover a preservação e salvaguarda do
património social, cultural e ambiental desta zona da Caloura, “a zona
de parqueamento existente está obsoleta em função da procura, havendo
que criar mais zonas de estacionamento, com recurso a terrenos anexos,
mediante acordo entre privado e autarquia”.Por outro lado, a
associação considera que “o acesso às piscinas naturais processa-se de
forma precária, pondo em causa a integridade física dos banhistas, de
forma particular os mais idosos e crianças”, defendendo por isso que
devem ser feitos “melhoramentos no local”. E, tendo em conta que “as
plataformas de madeira de apoio aos banhistas são insuficientes”, pedem
que sejam adotadas “soluções engenhosas e baratas” que permitam
garantir o conforto dos banhistas, em alternativa à rocha.Segundo os
Amigos do Cerco, “a limpeza da zona do Cerco tem vindo a ser
confrontada com equipamentos insuficientes face à procura, que aumentou
substancialmente, havendo que reforçar a capacidade existente,
privilegiando a recolha seletiva do lixo para valorização energética”.Propõem
ainda que se melhorem as estruturas de apoio relacionadas com a higiene
e apoio ao vestiário dos banhistas, e se crie um pequeno quiosque ou
unidade móvel de fornecimento de líquidos (sem álcool) e pequenos
snacks.A Associação Amigos do Cerco disponibiliza-se por outro lado a
“rever um projeto arquitetónico de reestruturação, valorização e
dignificação do espaço, previamente existente, mas que nunca foi
viabilizado” e a ser “o veículo privilegiado no diálogo que pretende
estabelecer com o município e poder regional”.