Alza corre contra o tempo para mudar valências para a nova sede
Hoje 10:20
— Rui Jorge Cabral
A Associação Alzheimer Açores - alza está a apelar à solidariedade para poder concretizar o mais rapidamente possível as obras prioritárias e mudar as suas valências para a nova sede, adquirida em 2021, mas a precisar de obras. Isto porque, a alza terá de deixar as atuais instalações arrendadas até ao final deste mês. E para se mudar para sua sede própria, um projeto da associação desde a sua criação em 2006, terá de ter o mínimo de condições. Entretanto, a obra completa na nova sede só deverá estar concluída até ao final deste ano.A nova sede da alza vai ser instalada num edifício na Avenida Príncipe do Mónaco, em Ponta Delgada, adquirido com o apoio do Governo Regional dos Açores, mas que necessita de adaptações para responder às necessidades e especificidades do serviço.E apesar da rapidez, aliada às dificuldades financeiras de fazer uma obra tão rapidamente, até ao momento já foi possível criar áreas destinadas ao refeitório, ginásio e equipamentos, para além de instalações sanitárias totalmente adaptadas. Já foi também realizada a substituição quase total do pavimento, garantindo um ambiente seguro e acolhedor.Contudo, alerta a associação em comunicado, a alza precisa de apoio “para que o espaço possa acolher os serviços disponibilizados pela associação, com total segurança, nomeadamente o Centro Alzheimer São Miguel – CASM, com funcionamento de centro de dia e o Centro Ambulatório de Intervenção nas Demências - CAID”.E para que isso possa acontecer, há intervenções urgentes a fazer, como a vedação do jardim para liberdade de circulação dos clientes; a substituição do portão principal; a criação de estacionamento interior, que é exigido por lei e a adaptação das áreas exteriores para acesso da viatura adaptada da instituição.É ainda necessária com urgência a aquisição de eletrodomésticos para a cozinha, nomeadamente frigorífico, fogão e forno, bem como mobiliário para o refeitório, ginásio e sala de estar, de que são exemplos mesas, cadeiras e sofás.Conforme afirma em declarações ao Açoriano Oriental a presidente da direção da alza, Berta Cabral do Couto, “fomos obrigados a enveredar na tomada de decisão de realizar algumas obras e aquisição de equipamentos, em virtude do senhorio da atual moradia exigir a saída da alza até finais de junho”.Neste momento, a alza está numa corrida contra o tempo, o que leva Berta Cabral do Couto afirmar que “em boa hora, a sede oferecida pelo Governo Regional em 2021 levou à cidadania ativa, congregando boas vontades e esforços que se impõem nesta emergência da alza”. Berta Cabral do Couto, que ajudou a fundar a alza e preside a esta associação desde a sua criação há 20 anos, reconhece igualmente que lista de espera “é extensa”, o que levou à criação de mais duas valências para os doentes que atualmente não conseguem a inscrição no Centro Alzheimer São Miguel por falta de espaço, “mas que podem beneficiar de terapias na alza ou no domicílio”.Prioridade absoluta neste momento, garante a presidente da direção da alza, são as obras “indispensáveis para o funcionamento imediato das nossas valências”, ficando para mais tarde “algumas alterações no interior e exterior, por representarem custos elevados para a alza”.Em comunicado, a alza afirma ainda que pretende criar “um espaço familiar, tranquilo e digno” na sua nova sede e, por isso, está a apelar “à solidariedade da comunidade açoriana, particulares e empresas locais, considerando que cada contributo conta”.Os interessados em colaborar na abertura da nova sede poderão contactar a alza através do telefone 296 653 073 ou efetuar um donativo através do IBAN da CGD PT50 003506270007402183038 – alza, conclui a associação em comunicado.