Alunos do Superior com consultas de psicologia e nutrição a partir de 30 de setembro
4 de set. de 2024, 11:56
— Lusa/AO Online
“O
pedido [de consulta] é feito no site Gov.pt, que será lançado a 30 de
setembro”, precisou Margarida Balseiro Lopes no dia em que a medida é
formalizada em dois protocolos com as ordens dos nutricionistas e dos
psicólogos.De acordo com a ministra da
Juventude e Modernização, todas as instituições de ensino superior
aderiram à iniciativa e serão atribuídos cheques para o efeito em função
do número de alunos.“Os alunos podem
escolher o profissional com o qual querem marcar consulta, dentro de uma
lista disponibilizada pelas ordens”, sublinhou a governante.“Temos
atualmente - na lista de profissionais que aderiram - 297 psicólogos e
208 nutricionistas”, acrescentou Margarida Balseiro Lopes, destacando
que as ordens tiveram a preocupação de apresentar “uma cobertura
territorial total”, por forma a abranger o território continental a as
ilhas. O programa é gerido através de uma plataforma à qual as instituições de ensino têm acesso.Margarida
Balseiro Lopes sublinhou que após a pandemia de covid-19 se verificou
um aumento de 50% na procura de consultas de psicologia, sendo a
ansiedade o problema de saúde mental mais comum entre os jovens.Ao
nível da nutrição, a ministra citou um levantamento que revelou a
existência de apenas cinco nutricionistas, atualmente, no conjunto das
instituições de ensino superior portuguesas.A
medida hoje formalizada com a assinatura dos dois protocolos vai
implicar um custo de 2.250.000 de euros em 2024 e de cerca de 5,6
milhões de euros em 2025.“No final do primeiro semestre vamos ajustar em função da procura”, indicou.No presente ano letivo (2024-2025), serão disponibilizadas 100.000 consultas de psicologia e 50.000 de nutrição.A
assinatura dos protocolos, em cerimónia presidida pelo
primeiro-ministro, Luís Montenegro, segue-se à aprovação das medidas em
maio, num Conselho de Ministros dedicado à juventude. Os
cheques-psicólogo e os cheques-nutricionista são apresentados como “uma
resposta complementar” à disponibilizada pelo Serviço Nacional de Saúde
(SNS).