Alunos devem ser organizados por grupos para não se cruzarem nas escolas
Covid-19
11 de mai. de 2020, 09:37
— Lusa/AO Online
Numa orientação publicada no
‘site’, a Direção-Geral da Saúde (DGS) diz que a cada grupo de alunos
deve ser atribuída uma zona da escola e que cada sala de aula deve ser
usada pelo mesmo grupo de estudantes, para impedir a contaminação por Covid-19.O distanciamento físico (1,5 a
dois metros) deve ser mantido fora e dentro da sala de aula, com as
secretárias dispostas o mais possível junto das paredes e janelas,
evitando que os alunos fiquem de frente uns para os outros.As
salas e outros espaços interiores usados pelos alunos devem ser
ventilados, de preferência abrindo janelas e portas. Caso seja usado ar
condicionado, deve optar-se pelo modo de extração e nunca pelo de
recirculação do ar.A DGS diz ainda que, os
espaços não necessários à atividade letiva, como os bufetes/bares,
salas de apoio, salas de convívio de alunos e outros, devem ser
encerrados.“Se, por motivos de garantia de
equidade, for necessário disponibilizar o acesso à biblioteca ou à sala
de informática, estas devem reduzir a lotação máxima e dispor de uma
sinalética que indique os lugares que podem ser ocupados de forma a
garantir as regras de distanciamento físico. Devem também ser
higienizadas e desinfetadas após cada utilização”, acrescenta.A
DGS insiste na importância da desinfeção de superfícies para prevenir a
transmissão da covid-19 em ambientes comunitários, lembrando que o
vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença, “pode sobreviver em diferentes
superfícies, durante horas (cobre e papelão) a alguns dias (plástico e
aço inoxidável)”.Sublinha que as medidas
adicionais de limpeza de desinfeção nas escolas devem abranger
laboratórios, salas de informática, salas de aula, bibliotecas, salas de
professores, refeitórios, instalações sanitárias e áreas de isolamento e
que o plano de higienização de cada escola deve definir o que se limpa,
quando, com que produtos e quem é que limpa, deve ser do conhecimento
dos profissionais envolvidos e estar afixado em local visível.Para
aumentar a capacitação do pessoal não docente responsável pela limpeza e
desinfeção do edifício escolar e pela gestão de resíduos, deverá ser
acautelada, sempre que possível, “formação por parte do grupo nacional
do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos
Antimicrobianos (PPCIRA), bem como das Forças Armadas, no âmbito das
ações de desinfeção e sensibilização que estão a ocorrer”, define a DGS.Se
algum caso suspeito for identificado na escola, deve ser encaminhado
para a área de isolamento que as escolas devem ter e deve ser contactada
a linha Saúde 24.O regresso às aulas em
regime presencial, que arranca no dia 18 de maio, abrange os alunos dos
11.º e 12.º anos (apenas disciplinas com exame nacional) e os dos 2.º e
3.º anos dos Cursos de Dupla Certificação do Ensino Secundário.A
tutela já tinha enviado no início do mês orientações às escolas que,
entre outras medidas, indicavam que as aulas das diferentes disciplinas
de cada turma devem ser concentradas no período da manhã ou da tarde
para evitar que as turmas tenham tempos livres entre aulas.Estas
orientações da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE)
não definem um limite máximo no número de alunos por turma, mas preveem
normas para a disposição das salas de aula, que devem ser “amplas e
arejadas”, estabelecendo que cada secretária seja ocupada por apenas um
aluno.Caso o número de alunos da turma e
as dimensões das salas impossibilitarem o cumprimento desta regra, as
escolas poderão dividir as turmas e recorrer, para esse efeito, “a
professores com disponibilidade na sua componente letiva”.A
DGEstE prevê ainda que, “caso esta ou outra via não sejam viáveis, pode
ser reduzida até 50% a carga letiva das disciplinas lecionadas em
regime presencial, organizando-se momentos de trabalho autónomo nos
restantes tempos”.