Alto-comissário da ONU pede a Teerão que acabe com força desproporcional
Irão
24 de nov. de 2022, 13:15
— Lusa/AO Online
“Os métodos antigos e
o uso de força enraizados naqueles que detêm o poder [no Irão] já não
funcionam. Na verdade, só pioram a situação”, disse Volker Türk,
adiantando que, até agora, já foram detidas 14.000 pessoas por
protestarem contra as regras impostas pelo regime.Os
Estados-membros do mais alto órgão de direitos humanos da ONU estão
reunidos de urgência para discutir a “deterioração da situação dos
direitos humanos” no Irão, a pedido de mais de 50 países membros da ONU e
por iniciativa da Alemanha e da Islândia.O Conselho deverá decidir se lança uma investigação internacional sobre os abusos dos quais Teerão é acusada.As
manifestações, que são já consideradas a maior ameaça ao regime
teocrático do Irão desde a Revolução Islâmica, em 1979, começaram em
setembro, depois da jovem iraniana curda Mahsa Amini ter morrido num
hospital, três dias após ser detida pela polícia da moralidade por usar o
véu islâmico alegadamente de forma incorreta. Apesar
da dura repressão das forças de segurança, a indignação no Irão pela
morte de Mahsa Amini provocou uma onda que parece imparável de protestos
contra o Governo.A União Europeia e os
Estados unidos já adotaram sanções contra os responsáveis pela repressão
aos protestos, decisão que levou Teerão a prometer represálias.