Altice diz que aumento de preços no pacote de telecomunicações é "redonda falsidade"
17 de nov. de 2020, 11:23
— Lusa/AO Online
"A afirmação da
Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] sobre o aumento de preços
no pacote de telecomunicações nada mais é que uma pura e redonda
falsidade", disse a dona da Meo, em comunicado."De
forma alguma se pode aferir que se tenha registado qualquer diminuição
da qualidade do serviço na oferta que a empresa tem no mercado",
acrescentou a empresa.Em comunicado, a
Anacom divulgou que, entre outubro e novembro, "os três principais
prestadores de comunicações eletrónicas em Portugal (Meo, NOS e
Vodafone) aumentaram as mensalidades das suas ofertas base 'triple play'
[3P] em 3,3% (mais um euro)". O regulador
apontou que, "na sequência deste aumento de preços, que surge ao mesmo
tempo e na mesma proporção, e que é muito superior à taxa de inflação, a
mensalidade mais baixa das suas ofertas 'triple play' sobe para cerca
de 31 euros", salientando que desde 2018 que "não existem diferenças nas
mensalidades deste tipo de ofertas, que incluem Internet fixa, telefone
fixo e televisão por subscrição".E, "em
simultâneo com o aumento de preços, registou-se também uma redução da
qualidade deste tipo de ofertas nos três operadores, visto que a
velocidade de 'download' anunciada baixou de 100 Mbps para 30 Mbps",
acrescentou a Anacom. A Altice Portugal
acrescenta que "as condições referidas pela Anacom não se aplicam a
clientes atuais", reiterando que "Portugal é um dos países da União
Europeia em que os pacotes de telecomunicações são os mais atrativos,
como aliás mencionado pelo estudo do IDES, publicado pela Comissão
Europeia".A dona da Meo critica o
regulador, apontando que "há cerca de três anos que a Anacom não realiza
qualquer estudo de mercado ou de preços, antes recorrendo a dados
completamente estranhos ao setor".Face a
isso, "lamentamos que, uma vez mais, baseado numa falta de evidências,
venha o regulador do setor tentar manipular o país com declarações
infundadas que apenas pretendem denegrir a imagem desta empresa que
investe centenas de milhões de euros por ano" em Portugal e "emprega
cerca de 20 mil pessoas".Assim, "tendo a
Anacom, de há três anos a esta parte, imprimindo um estilo de afirmar e
defender teses sem que estas tenham qualquer estudo oficial ou
evidência, credível e homologado por base, lança a Altice Portugal o
repto para que pela primeira vez mostre qual o estudo ou evidências em
que baseia as suas afirmações, à semelhança do que praticam outras
entidades, nacionais e internacionais, que têm vindo publicamente a
criticar a regulação e o regulador em Portugal, com estudos concretos e
publicados ou análises de mercado, de caráter económico-financeiro. "Lamentamos
ainda que pelas mãos da atual liderança da Anacom, Portugal, que sempre
esteve na linha da frente no desenvolvimento e implementação das novas
redes de comunicações fixas e móveis, esteja já hoje na cauda da Europa,
comprometendo a competitividade do país, no que se refere ao lançamento
da nova tecnologia 5G, enquanto outros 17 países da Europa comunitária
já lançaram as suas redes", concluiu.