Alojamentos locais não registados com 800 camas ilegais nos Açores
24 de out. de 2018, 13:23
— Lusa/AO Online
O
Inspetor Regional do Turismo, Lomelino Pinheiro, declarou à
agência Lusa que estes valores resultam das denúncias que tem recebido e
das ações desenvolvidas pelos serviços, que inspecionaram ainda 119
alojamentos locais já registados.Pela
sua maior dimensão, foi na ilha de São Miguel, com 1.100 unidades, que
se registou 105 casos de alojamentos locais não registados, ficando esta
“muito distante das restantes ilhas”, surgindo depois o Pico com 50
casos e a Terceira com um valor “um pouco abaixo”, indicou Lomelino
Pinheiro.“Certamente
que a estes números não estará alheio a existência de alojamento não
registado ou ilegal por via da procura turística que se tem verificado
nestas duas ilhas”, declara o responsável pela IRT.Lomelino
Pinheiro refere que, nos últimos três anos, se tem assistido a um valor
“bastante significativo” do alojamento registado, bem como do ilegal,
estando convicto que estes valores são, neste momento, “um pouco
inferiores” a 2017, e terão a “tendência para estabilizar”.Admitindo
que não se consegue detetar tudo o que existe no mercado ilegal, a IRT
tem vindo, entretanto, a registar, “agora em maior número”, alojamentos
que não estão devidamente registados” e que são explorados por
proprietários de outros alojamentos legalizados.“Sendo
esta uma situação muito recente, que não acontecia no passado,
verifica-se que, após a deteção e identificação de proprietários de
alojamentos, estes já são donos de outros espaços ilegais mas com outro
nome”, declarou o responsável. Dos
processos que foram abertos na sequência das 205 unidades de alojamento
local a operar ilegalmente, cerca de 160 já foram encerrados por via da
regularização da situação ou pela abertura de um processo de
contraordenação, havendo 50 casos em “fase de averiguação e
identificação”.Neste
momento, nos Açores, existem cerca de cinco mil camas na modalidade de
alojamento local, sendo que “quase diariamente se detetam alojamentos
não licenciados”, reconhece Lomelino Pinheiro.A
inspeção regional tem como objetivo combater a economia paralela na
área do turismo, estando a desenvolver uma série de ações que visam
detetar a oferta de alojamento turístico não registado, a par de
atividades como a animação turística e profissões relacionadas com a
atividade turística.