Alojamento local dos Açores quer adiar introdução da taxa turística para 2026
18 de dez. de 2024, 13:01
— Lusa/AO Online
A
Associação do Alojamento Local dos Açores considera que se a taxa
turística fosse adotada em 2026, “haveria tempo de preparação para a
publicação dos regulamentos em todos os concelhos”, a par da “revisão e
correção de erros nos regulamentos existentes”, bem como para a
“definição de normas claras e adaptadas à realidade da região”.Os empresários do setor sustentam que seria assim “garantida uma
transição suave e esclarecida, para uma nova realidade que afetará os
empresários deste setor, já que são eles quem fará a cobrança, imposta
pelas autarquias, desta taxa”.Para a associação, a sua implementação constitui “mais um processo burocrático imposto aos microempresários, já fragilizados”.A
associação escuda a sua posição também no facto de existir “uma
unanimidade entre todas as associações representativas dos empresários,
acerca das dificuldades de implementação desta medida”, mas “estes não
foram ouvidos, tendo sido clara, a falta de diálogo, por parte dos
municípios”.“Apesar de todas as
dificuldades apontadas ao longo deste ano, os argumentos dos empresários
foram ignorados na elaboração e implementação da taxa. Apesar da
decisão das autarquias, de implementar a taxa a partir de 01 de janeiro
de 2025, houve regulamentos, como os da Ribeira Grande e Lagoa, que só
foram publicados no Diário da República a 03 de dezembro”, afirma a
Associação do Alojamento Local dos Açores.A
associação acrescenta que “também o regulamento da taxa de Ponta
Delgada, o primeiro a ser publicado, apenas surgiu em novembro, a um mês
da sua entrada em vigor”.Os empresários
da área do alojamento local apontam que a formação ministrada pelas
autarquias “é insuficiente e foi mal calendarizada”, sendo que nas
formações realizadas, “surgiram muitas dúvidas sobre a aplicabilidade da
taxa, nas diferentes tipologias de alojamento”.De
acordo com a associação, a entrada em vigor da taxa turística “dá
sinais claros de uma ausência de alinhamento entre os municípios, já que
esta irá avançar apenas em três autarquias (Ponta Delgada, Ribeira
Grande e Lagoa)”, apesar de “um acordo inicial com a Associação de
Municípios da Ilha de São Miguel para implementação simultânea em todos
os concelhos, evitando concorrência desleal entre municípios”.Os
empresários apontam a “falta de um regulamento transitório, que
salvaguarde reservas já realizadas, sem qualquer aviso prévio, aos
hóspedes, acerca da implementação da taxa”.