Aliança não quer misturar eleição para o Parlamento Europeu com legislativas
Europeias
15 de abr. de 2019, 11:57
— Lusa/AO Online
“Apresentámos
a lista a estas eleições para o Parlamento Europeu, que não queremos
confundir com as eleições legislativas”, disse Santana Lopes em
declarações aos jornalistas.Falando à
comunicação social depois de entregar a lista ao sufrágio de 26 de maio
no Tribunal Constitucional, em Lisboa, o líder do partido afirmou que
nestas eleições a “pretensão principal não é mostrar cartão amarelo ou
encarnado ao Governo, isso fica para outubro”.“Estamos
insatisfeitos com a situação do país, mas estas eleições são para a
Europa e por causa da Europa”, vincou, acrescentando que “misturar
eleições é prejudicial”.O antigo
primeiro-ministro salientou também que “a Europa é muito importante para
Portugal” e justificou que, nestas alturas, é por desviar “a atenção
para outros temas, que os portugueses não conseguem ter direito àquilo
que os outros têm”.Pedro Santana Lopes
mostrou-se então convicto de que “os portugueses, estando bem
informados, sabendo aquilo que está em causa, escolherão, para terem na
Europa uma voz que diga em Bruxelas: ‘os senhores têm que nos ajudar a
crescer’”. Apontando que em Portugal
tem-se vindo a “cortar pelo lado da despesa para atingir o equilíbrio
orçamental”, o presidente da Aliança defendeu ser preciso pedir ajuda a
Bruxelas para ajudar o país “do lado da receita, do lado do crescimento
económico”, e a “chegar a esse nível de vida médio na União Europeia,
também sendo capaz de criar mais riqueza”.“O
que temos é de fazer a economia crescer com o apoio de Bruxelas e,
portanto, em vez de beijarmos tanto a mão em Bruxelas, temos de bater
mais o pé”, salientou, apontando que os candidatos da Aliança, se forem
eleitos, “ vão dizer a Bruxelas e a Estrasburgo que a União Europeia tem
a obrigação de apoiar Portugal e os portugueses a conseguirem um nível
médio de rendimento dos concidadãos europeus”. O
antigo governante aproveitou ainda para reforçar que “a Aliança é um
partido europeu, é um partido da liberdade, não um partido que tenha
nada a ver a ver com ideias extremistas ou populistas, que hoje em dia
por aí germinam”, assumindo-se, por isso, como uma força política que
tem o objetivo de “robustecer e defender o projeto europeu”.“Somos
europeístas, acreditamos no projeto europeu, estamos insatisfeitos,
naturalmente, com a situação atual da Europa, entendemos que é preciso
uma nova atitude em Bruxelas, mas, por isso mesmo, escolhemos os
melhores candidatos, que não estão lá há 10, 20 ou 30 anos no Parlamento
Europeu”, considerou.Por isso, defendeu
Santana, os candidatos que a Aliança apresenta “são candidatos que
contribuem para a renovação do sistema político, e que têm competência,
credibilidade e qualidade”.Também presente
na ocasião, o primeiro candidato da lista do partido às europeias
considerou que “uma vitória seria, obviamente, eleger dois ou três
deputados”.“Nós temos dito que três
deputados seria um número aceitável”, vincou Paulo Sande, assinalando
que as sondagens dão a Aliança “como sexto partido em Portugal” e
mostram que “em Lisboa e Porto” a sua “posição é ainda mais reforçada”.“A
nossa expectativa é de que, de facto, consigamos eleger uma boa equipa
para ir para Estrasburgo, a fazer aquilo que no fundo foi aqui dito, que
é discutir a Europa, mas discutir a Europa para os portugueses e para
que os portugueses da Europa possam retirar aquilo que a Europa tem para
lhes dar”, apontou Sande.