“É fundamental para termos um novo modelo
económico, em termos de transportes marítimos”, avançou, em declarações à
Lusa, depois de se ter reunido com a direção da Câmara de Comércio
de Angra do Heroísmo (CCAH).Em relação ao
transporte marítimo de carga, o dirigente do Aliança considerou que
deve haver, pelo menos, uma ligação direta dos portos de Leixões e
Lisboa à ilha Terceira, alegando que isso permitiria mais “rapidez” e
“economia” no transporte de mercadorias, o que favoreceria as
“exportações” da ilha.Já no que diz
respeito ao transporte marítimo de passageiros, o cabeça de lista pelo
círculo eleitoral da ilha Terceira defendeu que as ligações nas ilhas do
grupo central se devem prolongar por todo o ano, não apenas nas ilhas
do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge), como acontece atualmente.“Achamos
que deve ser um investimento privado, com candidaturas a fundos
comunitários, para termos principalmente no grupo central este modelo a
funcionar e a ser um modelo atrativo e que funcione durante todo o ano”,
frisou.O Aliança propõe também um novo modelo para a transportadora aérea açoriana SATA, que esteja “concentrado nos açorianos”.“Temos
cinco gateways e temos de trabalhar para ter não só a SATA
Internacional a voar destes destinos, mas acima de tudo a SATA Air
Açores a fazer reencaminhamentos de ilha para ilha das ilhas que não têm
gateway”, apontou Paulo Silva.O candidato
quer que o Aliança tenha uma palavra na utilização dos fundos
comunitários destinados aos Açores no próximo quadro comunitário de
apoio.“Temos esperança que o PS perca a
maioria absoluta e, perdendo a maioria absoluta, o nosso papel enquanto
oposição é apresentar novas ideias e um novo modelo económico para que,
de facto, os Açores cresçam a uma só velocidade, independentemente da
dimensão populacional que cada ilha tem”, salientou.Paulo
Silva acusou o Governo Regional do PS de ter absorvido a economia
privada, tendo colocado “grande parte das pessoas” no setor público.“Temos
uma nova geração muito qualificada, que tem de voltar à sua terra e
temos de criar condições de emprego atrativas para que, de facto, a
economia privada funcione”, reforçou.As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.