Aliança cancela a campanha de contacto público devido à pandemia
Açores/Eleições
21 de out. de 2020, 10:24
— Lusa/AO Online
“Porque
é essencial dar o exemplo com humildade, mas determinada convicção,
encerramos hoje aqui, simbolicamente, à porta da ‘Autonomia’ que
continua por abrir, a nossa campanha eleitoral de contacto público”,
afirmou o candidato Mário Fernandes, que falava em frente à Casa da
Autonomia, em Ponta Delgada. O cabeça de
lista do Aliança por São Miguel, ilha que elege 20 dos 57 deputados do
parlamento açoriano, afirmou que o partido tem “assistido com
estupefação a atos de verdadeira irresponsabilidade política que
culminam, por exemplo, com visitas de líderes partidários vindos do
continente, na altura mais perigosa desta pandemia”.Mário
Fernandes apontou ainda para a realização de “jantares e iniciativas
onde se juntam dezenas de pessoas, num total contrassenso à autonomia
das estruturas regionais dos partidos”.Assim,
o Aliança tomou uma decisão que considera ser “a única possível, nestas
circunstâncias, e que se deve exigir a todos os que têm
responsabilidades públicas ao dia de hoje”.O
líder regional do partido, Paulo Silva, esclareceu que o Aliança vai
“cancelar a campanha de rua”, mas irá “manter nas plataformas digitais e
manter o acordo com os debates que faltam concluir”.Para
o cabeça de lista pelos círculos da Terceira e de compensação, “na
política não vale tudo” e nesta campanha “o modelo é diferente, as
circunstâncias são diferentes, e as famílias e as pessoas têm de estar à
frente de tudo isto que tem acontecido até agora”.Paulo
Silva mantém a esperança de, no próximo domingo, eleger um deputado
“por São Miguel e um pela Terceira”, sublinhando que o partido não vai
fazer “nenhuma coligação, quer à esquerda, quer à direita”.Na
última ação de campanha realizada hoje, em Ponta Delgada, foram
colocadas ‘t-shirts’ do partido no Palácio da Conceição, onde será
instalado o projeto museológico Casa da Autonomia.Nas
eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove
ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa
Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os
votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos
círculos de ilha.Ao todo, são 13 as forças
políticas que se candidatam no domingo aos 57 lugares da Assembleia
Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal,
Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.O Aliança concorre pelos círculos de São Miguel, Terceira e de compensação.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.