Aliança/Açores apoia coordenador depois de este ter sido constituído arguido

5 de jul. de 2019, 10:23 — Lusa/AO online

Em comunicado, a estrutura regional do partido deixa saber que “reitera o seu apoio ao coordenador regional, Paulo Silva, e deposita total confiança na justiça”, depois de o líder partidário ter sido constituído arguido na “Operação Nortada”, processo em que também é arguido o líder da estrutura regional social-democrata, Alexandre Gaudêncio.Aos apoiantes do Aliança, a comissão instaladora do partido na região “assegura que prosseguirá o seu caminho na construção da alternativa política para os Açores, na defesa da liberdade, da justiça e do bem-estar de todos os cidadãos açorianos”.O processo em causa investiga crimes de peculato, prevaricação, abuso de poder e falsificação de documentos, desencadeado por suspeitas de irregularidades, por exemplo, na contratação do artista brasileiro MC Kevinho para um concerto ocorrido em abril na Ribeira Grande.O autarca da Ribeira Grande e líder dos sociais-democratas açorianos foi alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeita de violação de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do território, na autarquia que dirige.Alexandre Gaudêncio não avançou com a possibilidade de demissão enquanto autarca, mas admitiu que a sua posição na liderança do PSD/Açores seria deixada “à consideração dos seus pares”, tendo a estrutura partidária manifestado “a sua solidariedade” com o dirigente.Segundo avança a RTP Açores, no processo são também arguidos Jacinto Franco, proprietário da JM Eventos, empresa que organiza eventos como o Festival Monte Verde, Gui Martins, presidente da Escola Profissional da Ribeira Grande, Nuno Costa, diretor financeiro da Escola Profissional da Ribeira Grande e proprietário da empresa GreenMark e a empresa SoundsGood, sediada em Cascais.